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Crescimento económico mundial revisto em alta (correcção)

A economia a nível mundial vai acelerar este ano uma vez que o crescimento quer da Zona Euro quer do Japão vai ser mais forte que o esperado, avança hoje a Economist Intelligence Unit (EIU), que reviu em alta a economia da Zona Euro.

Negócios negocios@negocios.pt 25 de Agosto de 2006 às 16:47
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(corrige previsões para os EUA)

A economia a nível mundial vai acelerar este ano uma vez que o crescimento quer da Zona Euro quer do Japão vai ser mais forte que o esperado, avança hoje a Economist Intelligence Unit (EIU), que reviu em alta a economia da Zona Euro.

A expansão a nível mundial vai avançar para 5,3% contra os 4,9% em 2005, disse a divisão de «research» da revista Economist em comunicado. Estas estimativas são ainda mais optimistas do que as do Fundo Monetário Internacional (FMI) que estima que o PIB a nível global cresça 4,9% este ano.

As previsões para o crescimento dos EUA apontam para uma expansão de 3,3%, enquanto que, para a Zona Euro, as perspectivas são agora mais optimistas, uma vez que a previsão de crescimetno foi revista em alta de 2,1% para 2,3%.

Apesar de ter revisto em baixa as previsões de crescimento para o Japão de 3,1% para 2,8%, a unidade de research da revista considera que as economias da Zona Euro e do Japão estão a acelerar, o que vai compensar o abrandamento do crescimento dos EUA e permitir o comércio a nível internacional este ano.

Segundo a mesma fonte, o crescimento até 2010 vai ser «melhor do que o melhor dos desempenhos dos últimos cinco anos».

«As perspectivas optimistas na Zona Euro permanecem elevadas» e o «Japão vai ajudar a recupera algum atraso a nível mundial provocado pelo abrandamento dos EUA», acrescenta o Economist Intelligence.

De acordo com o mesmo comunicado, o comércio internacional vai aumentar 9,3% este ano.

Relativamente à revisão em baixa do crescimento para o Japão, esta acontece depois do mesmo ter acelerado para o ritmo mais elevado dos últimos 15 anos no primeiro trimestre e do Banco do Japão ter aumentado a sua taxa de juro de referência pela primeira vez em seis anos no mês passado.

Depois de ter mantido a sua no valor mais baixo dos últimos 60 anos, o Banco Central Europeu (BCE) também aumentou os juros quatro vezes desde Dezembro de 2005 para prevenir que o rápido crescimento económico e que a valorização do petróleo impulsionassem a inflação.

Crescimento abranda em 2007 após bancos centrais subirem juros este ano

Segundo a Economist, a inflação a nível mundial vai abrandar depois da valorização do petróleo, que tocou, em Nova Iorque, o máximo de sempre nos 78,40 dólares por barril dia 14 de Julho, impulsionar os preços para 2,7% este ano. A taxa vai cair para 2% em 2010, acrescenta.

O facto da Fed, do Banco de Japão, Banco de Inglaterra e BCE terem todos aumentado os juros este ano, o que não acontecia desde 2000, tende a abrandar o crescimento a nível mundial para 4,7% no próximo ano, um ritmo que será possível de manter em 2008.

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