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Crescimento em Portugal continuará a ser o mais baixo da União Europeia

Bruxelas reviu em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa para este ano e o próximo, mas para um valor que  continua a ser o mais baixo na União Europeia, mantendo a tendência de divergência  pelo sétimo ano consecutivo.

Negócios com Lusa 07 de Maio de 2007 às 11:27
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Bruxelas reviu em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa para este ano e o próximo, mas para um valor que  continua a ser o mais baixo na União Europeia, mantendo a tendência de divergência  pelo sétimo ano consecutivo.

Nas Previsões Económicas da Primavera, hoje divulgadas, a Comissão Europeia  revê em alta de 0,3 pontos percentuais a estimativa de crescimento da economia  portuguesa em 2007, para 1,8%, valor que é igual às estimativas  do Governo.  

Para o próximo ano, Bruxelas também reviu em alta de 0,3 pontos percentuais  as últimas previsões, do Outono passado, para 2,0%, um ritmo de  crescimento inferior em 4 décimas ao previsto por Lisboa no Programa de  Estabilidade actualizado em Dezembro último.  

O ritmo de crescimento previsto para este a para o próximo é assim inferior  ao estimado para a Zona Euro, cuja economia deverá expandir-se 2,6% este ano e 2,5 no próximo, e também inferior ao previsto para a União Europeia,  que deverá crescer 2,9% este ano e 2,7 no próximo.  

Portugal deverá, por isso, continuar a afastar-se dos seus parceiros  europeus pelo sétimo ano consecutivo em 2008, se as previsões agora publicadas  se confirmarem.  

A Comissão Europeia diz "esperar que a actividade [económica em Portugal]  continue numa trajectória de ascensão moderada".  

Em 2007 e 2008, a procura interna deverá mostrar-se uma maior capacidade  de recuperação do que em 2006 e o investimento não deverá influenciar negativamente  o produto, segundo Bruxelas.  

Por outro lado, o ajustamento do sector da construção "não parece" estar  terminado e o comportamento projectado do consumo dos agregados familiares  está limitado por condições financeiras provocadas pelas elevadas taxas  de endividamento e baixo crescimento dos salários.  

Bruxelas também prevê que as exportações portuguesas continuarão a crescer  "a um ritmo rápido" mas inferior ao de 2006. 

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