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Crise grega mostra que o euro "pode ter um futuro limitado"

O Nobel da Economia e euro céptico Joseph Stiglitz voltou hoje a fazer previsões sombrias para a moeda europeia, ao considerar que o euro pode ter um futuro limitado , avançando mesmo que a crise na Grécia pode significar o fim do euro .

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 10:43
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O Nobel da Economia e euro céptico Joseph Stiglitz voltou hoje a fazer previsões sombrias para a moeda europeia, ao considerar que o euro "pode ter um futuro limitado", avançando mesmo que a crise na Grécia pode significar "o fim do euro".

Em entrevista à BBC Rádio 4, citado pela Bloomberg, Stiglitz afirmou que “se os problemas fundamentais” da área do euro não forem resolvidos, o “futuro do euro pode ser limitado”.

O professor da Universidade de Columbia sugere mesmo que esta crise pode representar “o fim do euro”, uma vez que mostra que a ausência de um política orçamental comum é uma falha da Zona Euro, que ficou bem exposta nesta crise.

O economista norte-americano, que tal como vários seus congéneres sempre foi euro céptico, afirma que os responsáveis da União Europeia, apesar de terem aprovado um empréstimo de 110 mil milhões de euros à Grécia, em conjunto com o FMI, não fizeram o suficiente para resolver a crise.

“Espero que isto [ajuda financeira] vá acalmar as pressões especulativas”, diz Stiglitz, que ainda assim considera que o pacote de ajuda representa um “equívoco”, pois “pode funcionar por um curto período de tempo”, mas no longo prazo “persistem os problemas fundamentais” da Zona Euro. Os “especuladores estão cientes disso” e “à medida que a fraqueza da Europa se acentue, abre espaço para mais ataques especulativos”.

Stiglitz comentou também o caso de Espanha, afirmando que as “medidas excessivamente duras que foram impostas” podem ser “contraproducentes” para evitar o contágio.

“Se vermos como foi difícil para a Europa chegar a um acordo para ajudar um dos países mais pequenos da Zona Euro, se um Estado de maiores dimensões enfrentar dificuldades, só podemos concluir que a Europa vai ter ainda maiores dificuldades”, afirmou.



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