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Crise poderá levar a uma união orçamental na Europa

Para os analistas do banco suíço, UBS, a crise ainda está longe do fim e o desfecho mais provável é o de uma "união orçamental".

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Depois de, no passado dia 28 de Julho, a ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, se ter mostrado optimista quanto ao desempenho espanhol, adiantando que o pior da crise já tinha passado, hoje, responsáveis do UBS dizem que “a crise está longe de ter acabado”.

A fazer fé em ambos os vaticínios, o pior já passou, mas o fim ainda está longe.
O facto de o fim ainda estar distante leva os analistas do UBS, Justin Knight e Andrew Rowan a apontar a harmonização orçamental entre os países como o caminho a seguir.

“As medidas políticas para a Zona Euro já anunciadas e postas em prática já criaram mecanismos de transferência orçamental”, adiantam os analistas num relatório a que a Bloomberg teve acesso.


De resto, para os analistas, propostas como a criação de um Fundo Monetário Europeu (fundo de cerca de 700 mil milhões de euros criado para combater a crise de dívida pública desencadeada pela situação grega) e aplicação de sanções formais contra descontrolos orçamentais, “sugerem que a Europa já está a olhar, senão mesmo a caminhar, no sentido de uma união orçamental”.

De qualquer forma, embora assinalem que as medidas tomadas apontam para uma cada vez maior harmonização orçamental entre os países, Knight e Rowan não deixam de salientar que a oposição de alguns governos “demonstra que os países ainda têm um longo caminho a percorrer no que diz respeito a renunciar à sua soberania orçamental”.

O quadro que os analistas da UBS elaboram é sombrio, adiantando que “embora improvável, a possibilidade de ocorrer uma ‘fractura’ na região não é pequena”, razão pela qual consideram que “a união orçamental é o cenário mais provável e, a longo prazo, é o único desfecho verdadeiramente sustentável”.
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