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Cristas quer nova forma de nomeação do governador do Banco de Portugal

Assunção Cristas, no seu primeiro discurso enquanto líder do CDS-PP, traçou quatro prioridades. Uma delas é mudar a forma de designação do governador do Banco de Portugal.

Bruno Simão/Negócios
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 13 de Março de 2016 às 15:01
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Eleita com 95,6% dos votos, Assunção Cristas, no primeiro discurso como líder do CDS-PP, traçou quatro prioridades. A forma de nomeação do governador do Banco de Portugal é uma delas. 

No discurso, de cerca de meia hora, e que estava a ser ouvido, em Gondomar, pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que reconduziu, quando era primeiro-ministro, Carlos Costa à frente do Banco de Portugal, a nova líder do CDS-PP não passou ao lado da necessidade de revisão da regulação e supervisão do sistema financeiro, "mudando o sistema de designação do governador".

Este "é outro tema importante" e no CDS "acreditamos numa regulação eficaz, ágil, capaz, prudente, e numa economia de mercado a funcionar bem". Só que, acrescentou Cristas, "o modelo tem mostrado deficiências. Todos estamos cansados de ver bancos a cair e a regulação a lamentar de não ter conseguido evitar".

No CDS, disse ainda, "preferimos reconhecer o problema e proteger os portugueses a ficar calados e fingir que nada se passa. Mas não confundamos. Dizer que o modelo tem de ser revisto não é criticar pessoas, não é uma partidarização, não embarcamos na politização desta questão ao jeito do PS, com o Governo a criticar entidades em concreto". Como líder do CDS disse poderem contar com o partido "para reflectir um modelo melhor, não para fazer política partidária sobre esta matéria".

António Costa criticou já por algumas vezes o governador do Banco de Portugal. Mesmo no sábado, e no congresso do CDS-PP, Paulo Portas assumiu que só aceitou a recondução de Carlos Costa porque o processo de venda do Novo Banco estava em curso. Agora, disse, "é importante que cada um saiba perguntar-se a si próprio se é parte da solução ou parte do problema".

Esta foi uma das mensagens dirigidas a António Costa, mas no discurso, o primeiro como líder do CDS, enviou outras, nomeadamente em relação ao sistema de pensões. Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, estava também a ouvir Assunção Cristas em Gondomar.
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