Economia Cronologia da crise grega: Segundo pacote de ajuda aprovado

Cronologia da crise grega: Segundo pacote de ajuda aprovado

O segundo pacote de ajuda à Grécia ficou acordado na Cimeira Europeia de 21 de Julho de 2011. Foram necessários sete meses de negociações e uma reunião de ministros das Finanças durante mais de 13 horas para existir um acordo definitivo.
Ana Luísa Marques 21 de fevereiro de 2012 às 12:42
20/21 de Fevereiro de 2012 - A reunião do Eurogrupo inicia na tarde de 20 de Fevereiro e só termina perto das 04h00. Foram necessárias mais de 13 horas de negociações para ser anunciado um acordo. Atenas recebe um segund pacote de ajuda, no valor de 130 mil milhões de euros. Os investidores privados perdoam 53,5% da dívida nominal a Atenas, num perdão total de cerca de 107 mil milhões de euros. As previsões apontam para que a Grécia desça a sua dívida de 160% do PIB para um valor equivalente a 120,5% do PIB em 2020.

17 de Fevereiro de 2012. Angela Merkel, Mario Monti e Lucas Papademos estiveram reunidos, através de videoconferência, e revelaram que estão "confiantes" quanto ao segundo pacote de resgate.

15 de Fevereiro de 2012. Líder conservador compromete-se com medidas de austeridade. Antonis Samaras entrega uma carta onde se compromete com as medidas de austeridade aprovadas no Domingo pelo parlamento grego.

Juncker adia decisões sobre a Grécia para dia 29 de Fevereiro e elogia os "progressos significativos" realizados no último dia.

13 de Fevereiro de 2012.
Atenas confirma eleições antecipadas em Abril.

12 de Fevereiro de 2012. Parlamento grego aprova pacote de austeridade. Papademos reuniu o voto favorável de pelo menos 151 deputados, garantindo a aprovação do pacote de austeridade, indispensável para o pais receber nova ajuda e não entrar em incumprimento.

10 de Fevereiro de 2012. Alemanha pressiona Grécia para "ir mais longe" nas medidas de austeridade.

8 de Fevereiro de 2012. Grécia aceita baixar em 20% o salário mínimo e reduzir 15 mil funcionários públicos.

7 de Fevereiro de 2012. Os "dez mandamentos" que Atenas tem de cumprir para receber novo empréstimo http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=536573

5 de Fevereiro de 2012. A "troika" e os líderes dos três partidos da coligação governamental na Grécia não chegaram a acordo sobre novas medidas de austeridade, segundo dois dos líderes partidários. Negociações recomeçam no dia seguinte.

4 de Fevereiro de 2012. Lucas Papademos reúne-se com os líderes dos três principais partidos grego, com vista a reunir apoios para o cumprimento das reformas acordadas com a troika.

2 de Fevereiro de 2012. Schäuble sobre a Grécia: "Não podemos financiar um poço sem fundo". "A Grécia precisa de um novo programa [de ajudas ao ajustamento], não existem dúvidas disso, mas a própria Grécia tem de criar as condições para o fazer", disse Wolfgang Schäuble.

9 de Janeiro de 2012. Ministro das Finanças da Alemanha pede à Grécia para acelerar reformas antes do segundo programa de resgate.

5 de Janeiro de 2012. Lucas Papademos admite, pela primeira vez, baixar o salário mínimo grego para responder às exigências da troika.

15 de Dezembro de 2011. Lucas Papademos admite que a economia grega vai cair 5,5% em 2011. "A recessão mais profunda de sempre", afirmou o primeiro-ministro grego.

9 de Dezembro de 2011. Nova Cimeira Europeia. Líderes europeus decidem reforçar o FEEF e antecipar a entrada em vigor do MEE. A Europa compromete-se a caminhar para uma "União de Estabilidade" com regras orçamentais mais exigentes.

7 de Dezembro de 2011. Parlamento grego aprova o Orçamento do Estado para 2012, que pretende recolocar o défice do país no caminho dos níveis aceites pelas regras europeias. Défice deverá cair para 6,7% do PIB, com economia a contrair 2,8%.

2 de Dezembro de 2011. Lucas Papademos admite que as negociações com os credores privados são "complicadas".

21 de Novembro de 2011. Comissão Europeia quer compromisso "por escrito" da Grécia para entregar nova tranche do primeiro pacote de ajuda.

17 de Novembro de 2011. O Governo grego retoma as negociações com a banca sobre o perdão de 50% que será assumido pelos privados no segundo programa de ajuda financeira à Grécia.

16 de Novembro de 2011. Eurogrupo adia para o final de Novembro uma decisão sobre a sexta tranche do primeiro programa de ajuda financeira à Grécia, no valor de 8 mil milhões de euros.

Novo governo grego obtém a confiança do Parlamento com uma maioria de 255 votos em 300.

11 de Novembro de 2011. O governo de coligação grego, chefiado por Lucas Papademos, toma posse no palácio presidencial.

10 de Novembro de 2011. As projecções de Outono da Comissão Europeia indicam que a dívida da Grécia será de 198,3% do Produto Interno Bruto em 2012 e de 198,5% no ano seguinte.

Em 2011, a dívida soberana helénica equivale a 162,8% do PIB, sendo que, pelomenos desde 2005, o valor da dívida é superior ao da economia grega, ou seja,superior a 100% do PIB.

No mesmo dia é confirmado que o antigo vice-presidente do Banco Central Europeu, Lucas Papademos, é o novo primeiro-ministro grego.

9 de Novembro de 2011. Outro nome surge como possível sucessor de Papandreou: Philippos Petsalnikos, o líder do parlamento grego.

8 de Novembro de 2011. Entretanto, em Itália, Silvio Berlusconi aceite abandonar o cargo de primeiro-ministro. Será substituído, dias mais tarde, por Mario Monti.

7 de Novembro de 2011. Lucas Papademos, ex-vice presidente do Banco Central Europeu, surge como o possível sucessor de Papandreou na chefia do governo.

4 de Novembro de 2011. Papandreou vence moção de confiança ao governo.

3 de Novembro de 2011. George Papandreou decide congelar referendo e abre a porta a um governo de unidade nacional. Merkel reitera que a transferência da sexta parcela do empréstimo internacional, de oito mil milhões de euros, que, à partida, deveria chegar aos cofres atenienses durante o mês de Novembro, vai continuar suspensa.

2 de Novembro de 2011. Ajuda à Grécia bloqueada até ao referendo. A sexta tranche de ajuda à Grécia, já aprovada pela União Europeia e que deveria ser entregue no início de Novembro, foi retida até que seja conhecido o resultado do referendo.

2 de Novembro de 2011. Barroso sugere governo de unidade nacional na Grécia. Durão Barroso lançou hoje um "apelo muito urgente e sincero" ao Governo e aos partidos para que construam uma "união nacional e política na Grécia".

2 de Novembro de 2011. Merkel e Sarkozy forçam Papandreou a "controlar os danos". Iniciativa de Papandreou continua a gerar perplexidade em toda a Europa. Merkel e Sarkozy estarão esta noite com o primeiro-ministro grego, em antecipação da cimeira do G20. Em Atenas, corre a justificação de que o referendo, que deverá ser marcado para Dezembro, foi precipitado pelo receio da iminência de um golpe militar.


1 de Novembro de 2011. George Papandreou é chamado a Cannes, onde a 2 de Novembro teve lugar um encontro do G20, para se reunir com Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, Durão Barroso, Van Rompuy, Jean-Claude Juncker e umrepresentante do FMI e do BCE para explicar a proposta de referendo.

31 de Outubro de 2011. Governo grego quer referendar pacote de ajuda. O Governo grego tenciona levar a referendo o novo programa de ajuda financeira, cujos contornos foram delineados na cimeira europeia de 26 de Outubro. "Confiamos nos cidadãos, confiamos nas suas decisões e nas suas escolhas", disse George Papandreou no Parlamento helénico, citado pela Reuters.

27 de Outubro de 2011. Cimeira Europeia acaba com acordo sobre tudo e detalhes sobre quase nada. Eram já quase três da manhã em Lisboa, mais uma hora em Bruxelas, quando terminou a cimeira dos 17 países do euro com um acordo global – mas muito parco em detalhes – sobre o aumento da capacidade de intervenção do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), a reestruturação da dívida grega e a recapitalização da banca.

21 de Outubro de 2011. Cimeira "decisiva" do euro volta a ser adiada. A Europa voltou a adiar o "dia D" para dia 26 de Outubro, quarta-feira.

21 de Outubro de 2011. Parlamento grego aprova novo pacote de austeridade. As novas medidas incluem despedimentos de funcionários públicos, cortes salariais neste sector e nas pensões, além de um agravamento generalizado dos impostos. O pacote foi aprovado com a maioria dos votos dos 300 deputados.

20 de Outubro de 2011.
França e Alemanha agendam nova cimeira para 24 de Outubro.

20 de Outubro de 2011. O que separa Berlim de Paris. A Cimeira Europeia de 16 de Outubro foi adiada para dar tempo para limar arestas. Mas Paris e Berlim continuavam às voltas com o que fazer para salvar o euro. Conheça as três grandes perguntas para as quais as duas capitais dão respostas diferentes. http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=513609

19 de Outubro de 2011 Papandreou consegue apoio maioritário no Parlamento para o novo pacote de austeridade. Mais de metade dos deputados apoiou o novo pacote de austeridade da Grécia, a uns dias da Cimeira Europeia que se espera que dite uma resposta firme à crise de dívida na Europa.

18 de Outubro de 2011. Perdão de 50% alivia apenas um quinto da dívida da Grécia. Apenas dois terços da dívida grega estão no mercado e poderão ser sujeitos a um "haircut". (ver gráfico em baixo)

21 de Julho de 2011. Os líderes europeus aprovaram neste dia o segundo pacote de ajuda à Grécia.

Na Cimeira Europeia ficou ainda definida a participação dos privados neste pacote de ajuda. Nos próximos três anos, até 2014, a contribuição líquida da banca e dos seguros para o pacote de apoio à Grécia totalizará 37 mil milhões de euros.

Decidiu-se igualmente um corte dos juros nos empréstimos europeus à Grécia, Portugal e Irlanda e o prolongamento da maturidade dos mesmos de 7,5 anos para 15 anos.

Ficou também assente que o FEEF poderá adquirir títulos de dívida no mercadosecundário, em situações reconhecidas pelo BCE como "excepcionais", e após aprovação unânime por todos os Estados-membros.

FEEF poderá "em circunstâncias excepcionais" comprar dívida no mercado secundário:

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=497273




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