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Crude acima dos 58 dólares aproxima-se de máximo histórico

O petróleo seguia a cotar acima dos 58 dólares na bolsa de Nova Iorque, muito perto do máximo de sempre fixado em Abril nos 58,28 dólares, com o mercado a especular que vai haver uma escassez de oferta nos Estados Unidos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Junho de 2005 às 18:28

O petróleo seguia a cotar acima dos 58 dólares na bolsa de Nova Iorque, muito perto do máximo de sempre fixado em Abril nos 58,28 dólares, com o mercado a especular que vai haver uma escassez de oferta nos Estados Unidos.

O West Texas Intermediate (WTI) [CL1], negociado em Nova Iorque, subia 2,07% para os 57,75 dólares, o valor mais alto desde Abril. O «brent» [co1], transaccionado em Londres, avançava 2,1% para os 57,40 dólares.

A cotação do crude é a mais elevada desde que a 4 de Abril atingiu um máximo histórico «intraday» nos 58,28 dólares. Esta semana os preços valorizaram 8% e no acumulado do ano a escalada ascende já a 50%.

«Não há dúvida que [o petróleo] vai chegar aos 60 dólares», devido aos «receios de que o mercado fique sem petróleo», disse uma analista à Bloomberg.

No quarto trimestre o consumo de petróleo a nível mundial vai ser de 86,4 milhões de barris por dia, quando a produção, no primeiro trimestre, totalizou 83,8 milhões de barris por dia.

As reservas de gasóleo para aquecimento, agrupado nos combustíveis destilados e mais procurados no Inverno, não recuperaram do nível abaixo da média para esta altura do ano apesar das refinarias estarem a produzir perto da sua capacidade máxima.

O crude adicional que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) pode fornecer é de um segmento de baixa qualidade que não é o mais indicado para fabricar combustíveis, o que aumenta a preocupação do mercado.

Por isso, a maioria dos analistas e estrategas consultados pela Bloomberg estimam que o petróleo mantenha a tendência de subida na próxima semana.

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