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Defensor Moura diz que abstenção traduz incomodidade geral que existe no país

O candidato Defensor Moura lamentou hoje, em Viana do Castelo, a abstenção significativa que está a marcar as eleições presidenciais, considerando que traduz a incomodidade geral que existe no país.

Lusa 23 de Janeiro de 2011 às 16:23
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O deputado socialista que se candidatou como independente à Presidência da República foi o último dos candidatos a exercer o seu direito de voto, dirigindo-se à secção dois da assembleia de voto da Areosa, em Viana do Castelo, pouco passava das 15h00.

O sol aqueceu durante a tarde na cidade minhota, o que levou a que muitas pessoas tivessem escolhido este período para votar.

“Durante a manhã estava mais frio e haveria mais dificuldade das pessoas saírem de casa, nomeadamente os mais idosos. Mas penso que a abstenção vai ser sempre muito significativa e traduz, de facto, esta incomodidade geral que existe no país e que eu tentei traduzir durante a minha campanha”, afirmou o candidato aos jornalistas à saída da escola primária da Areosa.

Até ao final da manhã, tinham votado cerca de 13,4% dos eleitores.

“Acho que essa não é uma boa notícia. O aumento da abstenção é uma preocupação, a força da democracia e do regime democrático é fundamental ser traduzida por uma adesão dos portugueses às urnas”, salientou.

Defensor Moura aproveitou para recordar que, há 52 anos, acompanhou o seu pai no acto eleitoral a favor de Humberto Delgado, tendo sido impedido, na altura, pelo regime.

“Lamento que agora que há liberdade de votar os portugueses não venham votar”, frisou.

O candidato considerou que é preciso “reflectir um pouco para saber quais são as razões desta falta de adesão dos portugueses ao direito de votar, ao direito de participar activamente na vida democrática do país.

“Isso naturalmente é competência dos políticos mas também dos responsáveis das várias universidades, das escolas e das outras instituições que podem mobilizar as pessoas para uma participação democrática”, acrescentou.

Neste domingo de eleições, o antigo autarca de Viana do Castelo levantou-se cedo para “fazer algumas arrumações”, foi comprar os jornais e aproveitou ainda para dar uma volta a pé pela praia norte.

A partir das 19h00 estará na sua sede de candidatura à espera de resultados, mas diz que não está “ansioso”.

“A minha campanha está feita, a minha vitória está conseguida. Tive oportunidade de lançar as mensagens que entendi que deviam ser mostradas aos portugueses e também denunciar alguns comportamentos que são importantes que os portugueses tenham conhecimento deles para que, quando decidam, saibam que estão a escolher”, sublinhou.

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