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Défice orçamental desce para próximo de 4 mil milhões de euros até Setembro

O saldo das Administrações Públicas fixou-se nos -3.989,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um desagravamento de 1.421 milhões face ao período homólogo. As principais melhorias vieram da receita.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 24 de Outubro de 2014 às 16:57
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O saldo das Administrações Públicas fixou-se nos -3.989,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um desagravamento de 1.421 milhões face ao período homólogo. O principal ajustamento veio da receita, que avançou 1.374 milhões de euros, enquanto a despesa caiu apenas 75 milhões. 

 

Segundo comunicado enviado pelo Ministério das Finanças sobre a síntese de execução orçamental, se excluirmos a despesa do Estado com juros da dívida, observa-se um excedente primário de 1.388 milhões de euros, uma melhoria de 1.654 milhões face a 2013.

 

O principal responsável pelo menor desequilíbrio das contas públicas são os impostos. Entre Janeiro e Setembro, o Governo conseguiu arrecadar um valor de receita fiscal 7,3% superior ao mesmo período de 2013. Mais 1.900 milhões de euros, praticamente todos com origem em dois impostos -IRS e IVA -, de onde vem quase 90% do aumento da receita fiscal.

 

O Governo justifica o resultado com a recuperação da actividade económica e "crescente eficácia das medidas de combate à evasão fiscal e à economia paralela". Contudo, os números apontam também para uma subavaliação por parte do Executivo das rubricas de receita fiscal.

 

Na despesa da Administração Central verifica-se uma subida homóloga de 3,8% que, segundo o Governo, se deve em grande parte à reposição salarial que ocorreu a partir de Junho deste ano.  

 

 

(Corrigido o valor de melhoria do saldo primário) 

 

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