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Défice comercial dos Estados Unidos atinge novo recorde em Outubro

O défice comercial dos Estados Unidos atingiu um novo recorde em Outubro, nos 55,5 mil milhões de dólares (41,7 mil milhões de euros), devido à subida dos preços do petróleo e de importações recorde da China.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Dezembro de 2004 às 14:13
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O défice comercial dos Estados Unidos atingiu um novo recorde em Outubro, nos 55,5 mil milhões de dólares (41,7 mil milhões de euros), devido à subida dos preços do petróleo e de importações recorde da China.

O recorde de Outubro compara com 50,9 mil milhões de dólares (38,25 mil milhões de euros) de Setembro e os 53 mil milhões de dólares (39,8 mil milhões de euros) previstos pelos analistas. O anterior recorde mensal tinha sido fixado em Junho nos 55,3 mil milhões de dólares (41,5 mil milhões de euros).

Nos 10 primeiros meses deste ano o desequilíbrio da Balança Comercial dos EUA já está em 500,5 mil milhões de dólares (376 mil milhões de euros), valor que já supera o recorde obtido em todo o ano 2003.

Os preços do petróleo importado pelos Estados Unidos aumentaram 11% em Outubro, mas os americanos também aumentaram as compras de televisões, vestuário e aparelhos electrónicos no exterior.

A descida do dólar face ao euro origina um encarecimento dos produtos estrangeiros, mas o aumento do consumo dos americanos continua a impulsionar as importações. Já os produtos americanos ficam mais barato para os países estrangeiros, levando as exportações a subirem para um valor recorde.

As importações registaram mesmo o maior aumento desde Novembro de 2002, ao crescerem 3,4% para um recorde de 153,5 mil milhões de dólares (115,3 mil milhões de euros).

Este trimestre o dólar já depreciou 6,6% face ao euro, sobretudo devido aos elevados défices gémeos dos EUA, espelhados no relatório de hoje.

A economia americana não consegue atrair investimentos suficientes para manter o valor da sua moeda e corrigir os elevados défices e os economistas alertam que com a queda do dólar o investimento nos Estados Unidos fica menos apetecível.

Apesar deste relatório, o euro seguia pouco alterado face à moeda americana, valendo 1,3305 dólares.

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