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Défice comercial português agrava-se 23,5% em Janeiro

O défice da balança comercial português continua a agravar-se em 2005, com uma deterioração de 23,5% em Janeiro, pois o crescimento de 11,2% nas importações quase duplicou o aumento as exportações, segundo os dados hoje avançados pelo Instituto Nacional d

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Abril de 2005 às 11:00

O défice da balança comercial português continua a agravar-se em 2005, com uma deterioração de 23,5% em Janeiro, pois o crescimento de 11,2% nas importações quase duplicou o aumento as exportações, segundo os dados hoje avançados pelo Instituto Nacional de Estatística.

O défice comercial agravou-se para 1,03 mil milhões de euros em Janeiro, mantendo a tendência já verificada ao longo de 2004.

As exportações nacionais aumentaram 5,8%, mas as importações subiram a um ritmo superior, explicando assim o agravamento do défice. A taxa de cobertura situou-se em 66,4%, correspondendo a uma deterioração em 3,4 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior.

Em Janeiro, o peso relativo do comércio com países da União Europeia no conjunto do comércio internacional foi de 79,8% e de 72,7%, respectivamente, para a saída e a entrada de mercadorias (79,5% e 74,6% em 2004).

Para os países da UE as exportações cresceram 6,3% e as importações aumentaram 8,4%, que resultou num agravamento do défice comercial em 14,5%. A Alemanha, a França e a Espanha são os principais parceiros de Portugal nas importações, representando 68,3% do total. Nas exportações, estes três países, em conjunto com o Reino Unido, representam 77,6% do total.

Os principais grupos de produtos provenientes da União Europeia foram as Máquinas e aparelhos, os Veículos e outro material de transporte e os Químicos, representando no seu conjunto 47,8% das importações.

Verificou-se que os grupos Veículos e outro material de transporte, as Máquinas e aparelhos e o Vestuário asseguraram 46,0% do total expedido em 2005, abaixo do verificado em 2004 (51,4%).

No comércio com países fora da UE as exportações cresceram 4,1%, com as importações a crescerem 19,4%. Assim, o défice aumentou 39,2%.

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