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Défice comercial português agrava-se com crescimento na compra de combustíveis

As exportações portuguesas para países fora da União Europeia apresentaram um crescimento «quase nulo» enquanto que as importações registaram um crescimento de 15,7%, tomando como referência os resultados preliminares do primeiro apuramento de Janeiro a J

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 08 de Setembro de 2005 às 15:29
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As exportações portuguesas para países fora da União Europeia apresentaram um crescimento «quase nulo» enquanto que as importações registaram um crescimento de 15,7%, tomando como referência os resultados preliminares do primeiro apuramento de Janeiro a Julho de 2004 do Instituto Nacional de Estatística. Estes dados determinaram um aumento do défice da balança comercial com os países terceiros de 38,7%

Segundo a mesma fonte, o défice da balança comercial situou-se em 3,2 mil milhões de euros, correspondendo a um acréscimo de 38,7% sobre igual período do ano anterior. A  taxa de cobertura das importações pelas exportações foi de 51,5% (menos 8,1 pontos percentuais que em igual período de 2004).

O crescimento registado nas importações «deve-se essencialmente ao forte aumento registado no  grupo dos Combustíveis Minerais», que obteve mais 45,1% em relação ao período homólogo, explica o INE.

Este aumento estará relacionado com o crescimento dos preços dos combustíveis, que têm vindo a acumular recordes nos últimos meses.

As importações com origem nos Países Terceiros revelaram que a OPEP, os EUA, a EFTA e o Brasil foram os parceiros mais importantes, representando 52,8% do total de importações  «sendo de assinalar o crescimento intenso das transacções com a OPEP», que teve um crescimento de 68,4%.

A mesma fonte acrescenta que nas exportações os principais parceiros comerciais foram os EUA, os PALOP, a EFTA e Singapura, representando no seu conjunto 55,6% do total.

Por grupos de produtos importados os mais relevantes no período em análise foram, por ordem decrescente de importância, Combustíveis minerais, Máquinas e aparelhos, Veículos e outro material de transporte, Agrícolas e Metais comuns, que representaram 77,2% do total agora importado.

Do lado das exportações, os grupos de produtos com peso «mais significativos» foram as Máquinas e aparelhos, Combustíveis minerais, Madeira e cortiça e Matérias têxteis, que asseguraram 51,4% do valor das exportações em 2005, registando-se um acréscimo de 2,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

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