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Défice da balança comercial com países terceiros aumenta 36,1%

As exportações aumentaram 0,5% e as importações 15,2% no primeiro semestre de 2005, o que determinou uma subida do défice da balança comercial com os países terceiros de 36,1%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 09 de Agosto de 2005 às 11:00
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As exportações aumentaram 0,5% e as importações 15,2% no primeiro semestre de 2005, o que determinou uma subida do défice da balança comercial com os países terceiros de 36,1%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a mesma fonte, o crescimento registado nas importações «deve-se essencialmente ao forte aumento registado no grupo dos Combustíveis Minerais (crescimento de 51,9% em relação ao período homólogo).

O défice da balança comercial situou-se em 2,7 mil milhões de euros, correspondendo a um acréscimo de 36,1% sobre igual período do ano anterior, sendo a taxa de cobertura das importações pelas exportações de 51,0% (menos 7,5 pontos percentuais do que em 2004), explica o comunicado.

A mesma fonte acrescenta que as importações com origem nos países terceiros revelaram que a OPEP, os EUA, a EFTA e o Brasil foram os parceiros mais importantes, representando 52,1% do total de importações (47,3% em 2004), «sendo de assinalar o crescimento intenso das transacções com a OPEP (subida de 77,8%)».

Nas exportações os principais parceiros comerciais foram os EUA, os PALOP, Singapura e a EFTA, representando no seu conjunto 55,6% do total (56,5% no ano anterior).

Por grupos de produtos importados os «mais relevantes» no período em análise foram, por ordem decrescente de importância, Combustíveis minerais, Máquinas e aparelhos, Agrícolas, Metais comuns e Veículos e outro material de transporte que representaram 76,8% do total agora importado.

Do lado das exportações, os grupos de produtos «com peso mais significativos» foram as Máquinas e aparelhos, Combustíveis minerais, Madeira e cortiça e Matérias têxteis, que asseguraram 51,5% do valor das exportações em 2005, registando-se um acréscimo de 2,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

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