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Défice da balança comercial diminui 10,6%

O défice da balança comercial portuguesa diminuiu 10,6% em 2003, relativamente ao ano anterior, determinado por uma subida de 2,4% nas exportações e por uma queda de 2% nas importações, revelou hoje o INE.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Março de 2004 às 11:37
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O défice da balança comercial portuguesa diminuiu 10,6% em 2003, para 12,121 mil milhões de euros, relativamente ao ano anterior, determinado por uma subida de 2,4% nas exportações, para 27,731 mil milhões e por uma queda de 2% nas importações, para 39,852 mil milhões de euros, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, o défice da balança comercial registou uma variação homóloga negativa de 10,6%, «com a taxa de cobertura a situar-se em 69,6%», contra os 66,6% do ano anterior.

Relativamente ao quarto trimestre registou-se uma «variação positiva de 2,7% para a saída e uma variação negativa praticamente nula (0,04%) para a entrada», face a igual período do ano anterior.

No quarto trimestre, as variações foram positivas para as exportações – 7,10% – e negativas para as importações – 6,3%, relativamente ao mesmo período do ano anterior.

No conjunto do comércio internacional, o «peso relativo» do comércio intracomunitário foi, para as importações e exportações de mercadorias, de 79,2% e de 76,7%, respectivamente, no ano de 2003. Em 2002 tinha sido de 79,6% e 76,9% respectivamente.

O comércio intracomunitário teve, em 2003, uma variação positiva de 1,8% na expedição e uma variação negativa, de 2,3%, na chegada, quando comparado com o ano anterior.

Neste sentido, o défice comercial com a União Europeia diminuiu 11,2%, neste período, «registando-se uma taxa de cobertura de 71,85» quando esta tinha sido de 69,0% em 2002.

Os resultados do défice da balança comercial com a União Europeia, no quarto trimestre de 2003, «apontam para acréscimos de 1,5% e de 2,0%, respectivamente, para a expedição e para a chegada».

Os principais parceiros da União Europeia – Espanha, Alemanha e a França – «representaram, em conjunto, 70,0% do valor total transaccionado em 2003», quando em 2002 representaram 69,4%, revelou o INE.

No que diz respeito às exportações, os principais destinos foram a Espanha, a Alemanha, a França e o Reino Unido, significando 77,5% do total expedido, «destacando-se a variação positiva da Espanha e a variação negativa da Alemanha», com 14,9% e 15,3%, respectivamente.

Os principais grupos de produtos provenientes da União Europeia foram as máquinas e aparelhos, os veículos e outro material de transporte e os químicos, perfazendo um total de 47,6%. Nas exportações, os veículos e outro material de transporte, as máquinas e aparelhos e o vestuário «foram os grupos que apresentaram os maiores valores, assegurando 48,2% do total expedido em 2003», informou o INE.

No comércio extra-comunitário, as exportações tiveram uma variação positiva de 4,8% e as importações desceram 1,0% em relação a 2002, o que «determinou um decréscimo do défice da balança comercial, com uma variação de 9,1%, tendo a taxa sido de 62,1% em 2003».

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