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Défice de conta corrente dos EUA atinge recorde em 2003 mas baixa no quarto trimestre

O défice de conta corrente dos Estados Unidos, que mede os fluxos de investimento e comércio dos Estados Unidos com o exterior, atingiu o valor mais elevado de sempre em 2003, mas verificou, inesperadamente, uma queda nos últimos três meses do ano.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Março de 2004 às 13:48
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O défice de conta corrente dos Estados Unidos, que mede os fluxos de investimento e comércio dos Estados Unidos com o exterior, atingiu o valor mais elevado de sempre em 2003, mas verificou, inesperadamente, uma queda nos últimos três meses do ano.


Segundo o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, desceu para 127,5 mil milhões de dólares (103,3 mil milhões de euros) no quarto trimestre, contra os 135,3 mil milhões de dólares (109,6 mil milhões de dólares) verificados nos três meses anteriores.

Os analistas aguardavam 136 mil milhões de dólares (110,2 mil milhões de euros) no quarto trimestre de 2003, pelo que os números hoje divulgados surpreenderam, sobretudo pelo aumento dos rendimentos das empresas americanas no exterior, que repatriaram os lucros para os Estados Unidos.

No entanto, tal como esperado, o défice de conta corrente – que inclui a balança comercial e o fluxo de investimentos – de 2003 atingiu um recorde de 541,8 mil milhões de dólares (439 mil milhões de euros), equivalente a 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia do mundo.

O elevado défice de conta corrente dos Estados Unidos – um dos denominados défices gémeos da economia americana – tem sido uma das razões que explica a depreciação do dólar face ao euro no último ano. O outro défice é o orçamental, que também tem crescido durante a administração de George W. Bush.

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