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Défice português de 6% é o oitavo mais elevado da União Europeia

O défice das contas nacionais não ajustado diminuiu mas mantém-se acima da meta. Está na linha da frente da Europa. Os dados do Eurostat permitem olhar, também, para o défice ajustado de efeitos sazonais. E, aí, Portugal aparece novamente em destaque com o terceiro maior défice.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 11:52
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O défice orçamental de Portugal representou, no primeiro trimestre de 2014, 6% do produto interno bruto. O indicador é o oitavo mais elevado de toda a União Europeia, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo gabinete de estatísticas europeu.

 

O défice nacional de 6% entre Janeiro e Março (um saldo negativo de -2.389,4 milhões de euros) representa uma diminuição face aos 10% no mesmo trimestre do ano anterior. Isto na análise não ajustada, aquela que serve de referência. Na União Europeia, o saldo orçamental foi negativo, de 2,5% do PIB global dos 28 países, de acordo com o destaque do Eurostat. No caso comunitário, o indicador registou também um alívio, tendo em conta que se havia fixado em 4% no primeiro trimestre de 2013.


O Eurostat refere que, depois da crise financeira iniciada em 2008, os Governos da região começaram a traçar um caminho de consolidação das contas públicas, reduzindo "as despesas públicas não apenas em termos de PIB mas também em termos absolutos".

 

A Croácia aparece na lista com o desequilíbrio orçamental mais negativo, de 9,9% do PIB. Bélgica, Espanha, Malta, Grécia, Áustria e Itália são os países que se lhe seguem, com défices que representam desde 8,9% a 6,6% do PIB. Portugal aparece no oitavo lugar, com os referidos 6% que, ainda assim, estão acima da meta de 4% até ao final do ano acordada com as instituições internacionais (troika, representada pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). Em contraponto encontram-se a Polónia, com um excedente orçamental em torno de 37,7% do PIB, e a Alemanha, com um excedente de 0,2%.

 

Os dados do gabinete de estatísticas europeu permitem olhar para as contas públicas da União Europeia com uma base ajustada da sazonalidade, ou seja, numa análise que tenta expurgar efeitos potenciais advindos de questões de épocas do ano (turismo, férias, por exemplo). E, aqui, Portugal aparece com um dos défices mais graves. O terceiro.

 

O défice orçamental português ajustado da sazonalidade ficou, entre Janeiro e Março, nos 5,1%. Mais elevado só em Malta (6,1%) e Reino Unido (5,7%). Na União Europeia, o valor ficou em -1,9% (face aos -3,4% homólogos). Na Zona Euro, o défice foi de 2,7% (3,1% no mesmo período do ano passado). A Polónia, mais uma vez, aparece com um excedente de 33% do PIB nesta análise ajustada da sazonalidade.

 

Há um ano, no primeiro trimestre de 2013, Portugal tinha apresentado o segundo défice mais elevado segundo esta abordagem de 8,6%, apenas atrás da Eslovénia.

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