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Deputada do PS Maria de Belém "não se revê" nas declarações de Vital sobre BPN

A deputada do PS e presidente da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, Maria de Belém Roseira, disse hoje que "não se revê" nas declarações do candidato socialista e destacou "a participação activa" do PSD na comissão.

Negócios com Lusa 29 de Maio de 2009 às 13:24
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A deputada do PS e presidente da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, Maria de Belém Roseira, disse hoje que "não se revê" nas declarações do candidato socialista e destacou "a participação activa" do PSD na comissão.


Na quinta-feira à noite o PS radicalizou os ataques ao PSD, com o cabeça-de-lista, Vital Moreira, a ligar "figuras gradas" sociais-democratas ao "escândalo" do Banco Português de Negócios (BPN) e o eurodeputado e director da campanha europeia do PS Capoulas Santos a advertir contra a "trupe" laranja.


"Certamente por acaso, todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD. E estamos à espera que o PSD se pronuncie sobre essa vergonha, que é justamente a roubalheira do BPN", declarou o constitucionalista da Universidade de Coimbra no encerramento de um comício em Évora.


"Não me revejo neste tipo de declarações", disse aos jornalistas, no parlamento, Maria de Belém Roseira, adiantando que "não" usa "determinados termos" em política.

Maria de Belém Roseira, que falou como presidente da comissão parlamentar de inquérito ao Banco Português de Negócios (BPN), sublinhou que o PSD tem tido "uma participação activa" e "contribuído para os consensos".


"Aquilo que devo testemunhar como presidente da comissão do BPN é a colaboração do PSD no exercício das suas funções", disse ainda.


Já hoje, o cabeça-lista do Partido Socialista às eleições europeias voltou exigir “em nome da moralidade e da ética” que a liderança do PSD, mas também os banqueiros, venham a público pedir a “responsabilização” de quem está por detrás das “vigarices” que se acumularam na gestão do BPN, à qual estiveram ligadas diversas figuras sociais-democratas.

Em declarações ao Negócios, Vital Moreira diz que é o “prestígio do país que está em causa” e “há limites que não podem deixar de ser denunciados”. “É de uma tal gravidade, de uma tal imoralidade que eu considero estranho que os banqueiros portugueses não se demarquem daquela situação. O capitalismo nasceu com uma ética bancária”, sublinha.

“Há que responsabilizar moral, politica e eticamente uma situação destas. E isso faz-se pela condenação moral, pela reprovação deontológica e pela censura política”, acrescentou.

O candidato socialista lembra que “todos os protagonistas são pessoas gradas do PSD” e que esse “facto” exige à liderança do partido uma tomada de posição. “O PSD deve dizer o que pensa sobre este escândalo” que “vai ficar na história da economia de Portugal”. “Fez-se uma tal concentração de vigarices, e nós – sociedade, media, profissão, partidos – [reagimos] como se fosse mais uma. Não pode”.



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