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Desempenho da economia portuguesa em deterioração desde 2000 (act.)

O desempenho da economia portuguesa tem-se vindo a deteriorar desde o ano 2000, considera a OCDE que chama a atenção para o facto do abrandamento do crescimento nacional ter sido mais severo e prolongado do que na maioria dos países da organização. Até 20

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 20 de Abril de 2006 às 11:37
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O desempenho da economia portuguesa tem-se vindo a deteriorar desde o ano 2000, considera a OCDE que chama a atenção para o facto do abrandamento do crescimento nacional ter sido mais severo e prolongado do que na maioria dos países da organização. Até 2010, o organismo prevê que Portugal cresça em média 1,7% ao ano, um valor inferior ao previsto para a média europeia.

Os dados da OCDE apontam para que Portugal tenha crescido em média 4,1% ao ano entre 1995 e 2000, e 0,6% entre 2000 e 2005.

«O desempenho da economia portuguesa deteriorou-se marcadamente desde 2000», refere a OCDE para quem este comportamento revela a existência de «fraquezas estruturais».

Além do abrandamento económico, os dados da OCDE revelam o distanciamento face às outras economias da Zona Euro.

Enquanto entre 1995 e 2000 a economia portuguesa cresceu acima da média europeia, 4,1% contra 2,7%, a partir de 2000 e até 2005 esse comportamento inverteu-se com Portugal a crescer uma média anual de 0,6% contra 1,4% da Zona Euro.

Para os cinco anos até 2010, a divergência deverá manter-se. A OCDE estima um crescimento médio anual de 1,7% para a economia nacional e de 2,1% para a Zona Euro.

«Depois de um período de convergência com a média dos níveis de vida da União Europeia, o processo de aproximação estagnou desde 2000», refere o relatório da OCDE para Portugal, emitido hoje.

O diferencial entre o produto potencial e o produto efectivo português tem-se vindo a acentuar, diz a OCDE que estima que, actualmente, o crescimento potencial do produto português seja cerca de metade do verificado na segunda metade dos anos 90.

Economia enfrenta vários riscos e Governo tem pouca margem de manobra

A OCDE aponta alguns dos principais riscos que a economia portuguesa enfrenta nos próximos anos, destacando a redução da competitividade das exportações, e chama a atenção para o facto do Governo dispor de poucos instrumentos para estimular o crescimento dada a situação das finanças públicas.

A queda de quota de mercado nas exportações é um dos pontos destacados pela OCDE com a entrada de novos intervenientes, com custos de trabalho mais baixos, nos mercados tipicamente de destino dos produtos nacionais.

Além disso, a OCDE destaca a falta de margem de manobra do Governo para introduzir medidas que aumentem o consumo interno e estimulem a procura.

«O elevado défice orçamental não permite a aplicação de uma política fiscal expansionista», refere acrescentando que, além disso, os juros são agora fixados pelo BCE pelo que também aqui o Governo não pode intervir.

Assim sendo, conclui a OCDE, a única arma macroeconómico de que o Governo dispõe é a política salarial, controlando o crescimento dos salários.

«A experiência noutros países mostra que um claro entendimento da seriedade da situação e a existência de consensos entre os parceiros sociais pode acelerar significativamente o processo de restauração da competitividade».

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