Emprego Desempregados inscritos nos centros de emprego mantêm queda

Desempregados inscritos nos centros de emprego mantêm queda

O número de desempregados inscritos nos centros do IEFP em Junho estão em níveis historicamente baixos. O número de novos inscritos, indiciadores de novas perdas de postos de trabalho, também está em queda.
Desempregados inscritos nos centros de emprego mantêm queda
Correio da Manhã
Elisabete Miranda 21 de julho de 2016 às 13:04

O número de pessoas inscritas nos centros de emprego manteve em Junho a sua tendência de queda iniciada em Janeiro, à semelhança do que aconteceu com os novos inscritos, um agregado que também continua a encolher. Já o número de colocações efectuadas pelos centros de emprego baixou face ao mês anterior.

De acordo com as estatísticas mais recentes divulgadas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Junho, havia 511.642 pessoas inscritas nos centros de Norte a Sul do País, um valor que mantém a tendência de queda iniciada em Janeiro deste ano e que é o mais baixo desde Setembro de 2009. A descida ocorreu em todas as regiões do País, à excepção do Alentejo, e foi especialmente pronunciada no Algarve.

Esta descida histórica pode significar várias coisas, que as estatísticas não permitem perceber.

Pode significar que os desempregados inscritos arranjaram emprego, que desistiram da sua inscrição nos centros de emprego (que só é obrigatória para quem recebe subsídio, cuja taxa de cobertura está em níveis historicamente baixos) ou que foram colocados em programas de formação organizados pelo próprio IEFP.

Olhando para o número de novos inscritos, que mede o pulso ao aumento do desemprego, ele também mantém a tendência de queda. Em Junho inscreveram-se 49.496 novas pessoas, um valor que cai desde Janeiro deste ano e que representa uma redução de 7,7% face ao mesmo mês de 2015.

Em contraciclo está o número de desempregados que conseguiu arranjar trabalho através dos centros do IEFP: ao todo, foram 11.265 pessoas, menos 5% do que em Maio, mas mais 2,2% do que há um ano.

De acordo com os dados mais recentes do INE, no final de Maio, Portugal tinha 11,6% da sua população a procurar activamente trabalho e não conseguir ocupação. Ao todo, eram 587,4 mil pessoas, um número que se encontrava estabilizado face ao mês precedente.




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