Mercado de Trabalho Desemprego registado em Portugal com segunda queda mensal consecutiva

Desemprego registado em Portugal com segunda queda mensal consecutiva

Número de inscritos nos centros de emprego caiu em Março para 734 mil, na segunda queda mensal consecutiva, embora em termos homólogos o aumento seja ainda de dois dígitos.
Desemprego registado em Portugal com segunda queda mensal consecutiva
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 20 de abril de 2013 às 17:05

No final de Março estavam inscritos nos centros de emprego em Portugal 734.448 pessoas, o que corresponde a uma diminuição de 5.163 no desemprego registado face a Fevereiro, mês em que a variação mensal já tinha sido negativa.

 

Apesar destas duas quedas mensais consecutivas, que sinalizam um abrandamento na escalada do desemprego em Portugal, o desemprego registado verificado no mês passado continua a ser bem superior ao número de inscritos de Dezembro de 2012 (710.652).

 

Na variação homóloga do desemprego registado, as subidas continuam a ser de dois dígitos. Ao número de inscritos verificado em Março corresponde um aumento homólogo de 11%, de acordo com os dados publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

No mês de Março inscreveram-se nos centros de emprego 63.494 desempregados, ou seja, uma média de 85 pessoas por hora. Um em cada três desempregados recorreu aos centros de empregos porque tinha chegado ao "fim o trabalho não permanente”, seguindo-se os “despedidos” (15,6% do total de inscritos em março).

 

O número de pessoas que está há mais de um ano à procura de emprego aumentou 30,2% em relação a março de 2012. Os dados do IEFP revelam que o aumento do desemprego verificou-se na procura do primeiro emprego (mais 22,7% que em 2012) mas também entre quem procurava um novo emprego (+10,1%).

 

No que se refere à escolaridade dos inscritos e comparando com o ano anterior, verifica-se um agravamento da situação em todos os níveis, com especial destaque para o ensino superior (mais 31,9%).

 

O desemprego aumentou no último ano em todas as regiões do país e ilhas. Já numa comparação com o mês anterior, verifica-se uma diminuição do desemprego em todas as regiões, à exceção do Alentejo e Açores (mais 0,2% e 0,8% respetivamente).

 

Mais de metade dos desempregados pertencem a cinco grupos profissionais: “pessoal dos serviços de proteção e segurança” (88.789), “trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio” (80.132), “operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e construção civil” (68.959), “empregados de escritório” (68.453) e “trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora” (59.065).

 

Foi entre os “quadros superiores da administração pública”, um grupo pouco expressivo no total do desemprego, e entre os “docentes do ensino secundário, superior e profissões similares” que se registou um maior aumento de desemprego no último ano. Os professores desempregados aumentaram 73,7% em relação a 2012.

 

A maioria das pessoas que recorreu aos centros para encontrar um novo emprego tinha trabalhado em atividades do sector dos “serviços”, com maior relevância para as “atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” e o “comércio por grosso e a retalho”, indica o relatório divulgado no site do IEFP.

 

Em Março houve um aumento de ofertas de emprego. No final do mês, havia 11.789 ofertas de emprego por satisfazer (mais 26,8% face a igual período de 2012 e mais 7,9% em relação ao mês anterior).

 

Só em Março chegaram aos centros de emprego 9.650 novas ofertas de emprego (mais 28,4% do que há um ano e mais 26,0% do que em Fevereiro).

 

Mais de metade das ofertas era para trabalhar nas áreas das actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, alojamento e restauração, administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social assim como comércio por grosso e a retalho e construção.

 

Março foi também um mês em que 6.029 pessoas arranjaram trabalho através dos centros de emprego (mais 47,6% relativamente ao mês homólogo de 2012 e mais 26,6% do que em fevereiro).

 

A maioria conseguiu emprego na área de “trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora”, “pessoal dos serviços, de proteção e segurança", “outros operários, artífices e trabalhadores similares”, “operadores de máquinas e trabalhadores de montagem” e “trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio”.

 

Em Fevereiro de 2013, a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 17,5%, a terceira taxa mais alta na União Europeia, segundo dados do Eurostat. O Governo prevê que a taxa de desemprego atinja os 18,2% este ano e uma recessão de 2,3%.




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