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Desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres diminuiu em 2009

Em 2009, a população residente em risco de pobreza manteve-se nos 17,9%, enquanto a desigualdade entre as classes acentuou a tendência de decréscimo.

Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 11:47
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Segundo os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2010, incidindo sobre os rendimentos de 2009, a população residente em Portugal em risco de pobreza manteve-se nos 17,9%, o mesmo valor que no ano anterior. Para este número contribuíram as transferências sociais, que reduziram em 8,5 pontos a proporção de população em risco de pobreza, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o inquérito, a taxa de risco de pobreza corresponde à proporção de habitantes com rendimentos anuais, por adulto, inferiores a 5.207 euros, o equivalente a cerca de 434 euros mensais. Na população idosa o risco de pobreza aumentou ligeiramente em 2009 face ao ano anterior (de 20,1% para 21%), e diminuiu entre a população jovem (de 22,9% para 22,4%).

O relatório do Instituto Nacional de Estatística dá ainda conta de uma redução da desigualdade entre as classes, sendo que, em 2009, o rendimento monetário líquido correspondente aos 20% da população mais rica correspondia a 5,6 vezes o rendimento dos 20% da população mais pobre.

De igual modo, também a taxa que mede a intensidade da pobreza diminuiu em 2009 face ao ano anterior, passando dos 23,6% para os 22,7%.

Já no que diz respeito ao género, a situação manteve-se na comparação entre 2008 e 2009, sendo que a taxa de risco de pobreza nas mulheres (18,4%) foi superior à dos homens (17,3%), tal como os anos anteriores.
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