Economia Despesas com pessoal estão a crescer mais de 18% na Administração Interna

Despesas com pessoal estão a crescer mais de 18% na Administração Interna

Devolução de subsídios puxou pela despesa em todo o Estado, mas no ministério de Miguel Macedo junta-se o efeito de alterações remuneratórias.
Despesas com pessoal estão a crescer mais de 18% na Administração Interna
Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge 23 de dezembro de 2013 às 19:43

A despesa com pessoal na Administração Central e Segurança Social até Novembro cresceu 11,4% em termos homólogos, um valor que fica acima da meta de crescimento de 9% inscrita no Orçamento do Estado. O aumento expressivo desta despesa deve-se numa boa parte à devolução em Novembro do subsídio de férias que não foi pago em 2012. Mas não é esta a única explicação, como transparece de crescimentos homólogos superiores a 17% tanto no ministério das Finanças, como no da Administração Interna, dois dos ministérios com mais pessoal.

 

“As despesas com pessoal evidenciam um crescimento de 11,4% (que compara com 5% no mês anterior) explicado sobretudo pelo pagamento do subsídio de férias e do duodécimo do subsídio de Natal bem como pela actualização dos encargos das entidades empregadoras com a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e a Segurança Social (SS)”, lê-se no boletim mensal da DGO que sintetiza a execução, onde se recorda que a “contribuição das entidades empregadoras que passou de 15% para 20%, no caso da CGA e, no caso dos trabalhadores que exercem funções públicas que descontam para a Segurança Social, passou de 22,3% para 23,75%, ou de 17,2% para 18,6%, consoante o tipo de vínculo”.

 

O DGO segue depois para dar conta de “impactos diferenciados nos programas” salientando o desempenho do ministério das Finanças, onde estas despesas com pessoal até Novembro estão a crescer 17,8% em termos homólogos, e o ministério das Administração Interna com um crescimento de 18,3%.  No caso do ministério de Maria Luís Albuquerque, o aumento é explicado por um alargamento do perímetro de contabilização que este ano passou a incluir as empresas criadas para ficar com os activos maus do BPN. Já no caso da equipa de Miguel Macedo o aumento resulta da “regularização de reposicionamentos remuneratórios” decidida para 2013.  




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