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Deutsche Bank vê 33% de possibilidade da economia mundial entrar em recessão

A economia global tem cerca de 33% de possibilidade de entrar numa “recessão significativa” e 50% de registar uma contracção moderada. A perspectiva é avançada pelos economistas do Deutsche Bank que estimam um novo corte de juros nos EUA já em Dezembro.

Paulo Moutinho 20 de Novembro de 2007 às 15:14
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A economia global tem cerca de 33% de possibilidade de entrar numa "recessão significativa" e 50% de registar uma contracção moderada. A perspectiva é avançada pelos economistas do Deutsche Bank que estimam um novo corte de juros nos EUA já em Dezembro.

"Para a economia mundial como um todo, as possibilidades para uma recessão moderada são um pouco inferiores a 50%, já para uma recessão significativa são de um terço", afirma a nota de investimento do Deutsche Bank, divulgada hoje, citada pela Bloomberg.

A equipa de "research" do banco alemão, liderada pelo economista-chefe Peter Hooper, afirma que "a hábil actuação na política monetária pode, do nosso ponto de vista, evitar ou diminuir significativamente a possibilidade de recessão, isto se a economia estiver, de facto, a encaminhar-se nesse sentido".

O Deutsche Bank acrescenta que "se a perspectiva do mercado de riscos de recessão nos EUA começar a ter impactos negativos na actividade económica ou nos mercado de capitais, esperamos um corte de juros da Reserva Federal em Dezembro".

A Reserva Federal norte-americana já reduziu os juros em duas ocasiões, este ano. Em Setembro baixou a taxa de referência em 50 pontos base e no final de Outubro baixou o preço do dinheiro em mais 25 pontos base, colocando a taxa de juro dos EUA nos actuais 4,5%.

A intervenção da Fed, a autoridade monetária dos EUA, com o objectivo de impedir o abrandamento do ritmo de crescimento da economia, a maior do mundo, reduziu o diferencial de juros entre os EUA e a Zona Euro (onde a taxa está nos 4%).

Esta redução do diferencial provocou a queda do dólar face ao euro para níveis historicamente baixos, com os investidores a preferirem activos denominados na moeda europeia. O euro atingiu, hoje, um novo recorde nos 1,4814 dólares.

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