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Dez anos depois PIB alemão volta a recuar em 2003

A economia alemã recuou 0,1% em 2003, a primeira contracção anual desde 1993, com a recessão na primeira metade do ano a impor-se à retoma nos seis meses seguintes, liderada pela recuperação das exportações.

Agostinho Leite aleite@negocios.pt 15 de Janeiro de 2004 às 14:13
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A economia alemã recuou 0,1% em 2003, a primeira contracção anual desde 1993, com a recessão na primeira metade do ano a impor-se à retoma nos seis meses seguintes, liderada pela recuperação das exportações.

O mau desempenho da economia arrastou na sua queda o défice do orçamento da Alemanha para os 4% em 2003, de acordo com o departamento federal de estatísticas em Wiesbaden, pelo que a maior da Zona Euro viola pelo segundo ano consecutivo o limite dos 3% para o défice das contas públicas, defendido à cabeça por Berlim no seio da União Europeia para proteger a moeda única.

A economia alemã tem enfrentado, nos últimos três anos, sérios problemas para crescer, com o abrandamento económico mundial a ter efeitos devastadores num Produto que assenta decisivamente nas exportações. Investimento, público e privado, demasiado anémico e o desemprego a alcançar os registos mais elevados dos últimos quatro anos comprometeram o consumo interno.

Só a partir de Setembro começaram a recuperar as exportações – que valem cerca de um terço do Produto alemão – para, ainda assim, atingirem um crescimento de 1,1% no conjunto do ano passado, de acordo com os dados divulgados ontem. Uma valorização de 21% do euro em 2003 impediu a recuperação mais expressiva das exportações alemãs, das quais uma décima parte têm como destino os Estados Unidos.

O governo alemão prevê que o crescimento económico acelere entre 1,5% e 2% este ano. Há doze meses atrás, Berlim reviu em baixo as suas previsões de crescimento para entre 1% e 1,5%, um objectivo que foi obrigado a corrigir por duas vezes ao longo do ano.

Mais uma vez, em 2004, o crescimento das exportações será chave para os objectivos de crescimento do Governo de Gerhard Schröder, assim como a inversão do comportamento do consumo privado – contribui para quase metade da economia –, que recuou pela segunda vez em 2003. Os consumidores alemães gastaram menos 0,2% no ano passado face a 2002, sendo que o consumo público apenas cresceu 0,7%, segundo os dados divulgados hoje.

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