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Dívidas a fornecedores excediam os dois mil milhões no final de 2007

As dividas a fornecedores da Administração Central no final de 2007 ascendia a, pelo menos, 2.006,4 milhões de euros, revela o Tribunal de Contas no parecer à Conta Geral do Estado hoje divulgado, usando para o cálculo o inquérito que a própria instituição vem realizando desde 2006 e onde foram consideradas as dividas superiores a 5 mil euros de 499 entidades públicas.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 22 de Dezembro de 2008 às 18:34
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As dividas a fornecedores da Administração Central no final de 2007 ascendia a, pelo menos, 2.006,4 milhões de euros, revela o Tribunal de Contas no parecer à Conta Geral do Estado hoje divulgado, usando para o cálculo o inquérito que a própria instituição vem realizando desde 2006 e onde foram consideradas as dividas superiores a 5 mil euros de 499 entidades públicas.

Este é um valor marginalmente mais pequeno que s 2.019,7 identificados no final de 2006 (quando o inquérito abrangeu 510 entidades). O principal devedor é, como em 2006, o Ministério da Saúde com um total de dívidas de 1.502 milhões (74,9% do total). Segue-se o ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações com 117,8 milhões (5,9% do total).

Os dados obtidos pelo inquérito do TC dão uma imagem mitigada das dívidas, pelo menos as do Serviço Nacional de Saúde (SNS). No mesmo parecer a instituição liderada por Guilherme d’Oliveira Martins inclui uma análise ao total de dívidas do SNS, somando créditos no valor de 2.247 milhões de euros.

Aqui estão incluídas dividas directas a fornecedores, adiantamentos de clientes e do Estado (e outras dívidas ao Estado), assim como fornecedores de imobilizado e outros credores.

O Estado tem em cursos o programa de regularização de dívidas a fornecedores da Administração Central, uma medida incluída nas políticas anti-crise lançadas pelo Governo. Este programa foi dotado de 1.200 milhões de euros com o objectivo de regularizar o total de dividas a fornecedores. Face aos montantes identificados pelo TC a regularização total de dívidas parece ser impossível com os 1.200 milhões disponibilizados pelo Governo para esse efeito.

O Negócios pediu hoje ao ministério das Finanças o montante total das dívidas do Estado a fornecedores, mas ainda não obteve uma resposta.

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