Economia DIAP abre inquérito ao apoio de Figo ao PS

DIAP abre inquérito ao apoio de Figo ao PS

A Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos apresentou uma queixa formal contra os socialistas na Procuradoria-Geral da República. Em causa o apoio do ex-futebolista a José Sócrates durante a última campanha eleitoral para as legislativas.
António Larguesa 18 de junho de 2010 às 10:08

A Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos apresentou uma queixa formal contra os socialistas na Procuradoria-Geral da República. Em causa o apoio do ex-futebolista a José Sócrates durante a última campanha eleitoral para as legislativas.

O novo inquérito-crime, aberto como consequência pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, vai investigar as suspeitas de financiamento político ilícito à campanha de José Sócrates, noticia o semanário “Sol”.

Em entrevista ao Negócios, a presidente da Entidade das Contas, que controla as contas dos partidos políticos, disse recentemente que o órgão que dirige “não pode deixar de incorporar todas as informações que têm a ver com as acções de campanha e os meios nela usados e se estão ou não reflectidos nas contas que os partidos apresentaram ao Tribunal Constitucional”.

A lei proíbe qualquer financiamento político (directo ou indirecto) feito por empresas, e no centro da investigação está a alegada intervenção de Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT e da Taguspark, na angariação deste apoio no Verão do ano passado. Um caso em que o DIAP já deduziu acusação por corrupção passiva, abrangendo também outros dois administradores do parque tecnológico.

A acusação refere que o apoio de Figo ao PS foi negociado por Rui Pedro Soares, com ligações aos socialistas, em Maio e Junho do ano passado. Alegadamente como contrapartida, a empresa celebrou em Agosto um contrato de cedência de direitos de imagem, no valor de 750 mil euros, divididos por três anos.

O presidente da Câmara de Oeiras, accionista do Tagus Park, anunciou em Fevereiro que não pretende prolongar este contrato por mais dois anos, considerando o montante "excessivo" e frisando que o contrato prevê uma rescisão unilateral.




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