Ambiente DiCaprio exorta líderes mundiais a fazerem mudanças em relação ao clima

DiCaprio exorta líderes mundiais a fazerem mudanças em relação ao clima

O actor e embaixador das Nações Unidas para o Ambiente Leonardo DiCaprio disse esta sexta-feira que "o mundo está a olhar" para os dirigentes mundiais que hoje se reuniram na sede da ONU para assinar o Acordo de Paris sobre o clima (COP21). 
DiCaprio exorta líderes mundiais a fazerem mudanças em relação ao clima
REUTERS
Negócios com Lusa 22 de abril de 2016 às 21:35

"Serão louvados pelas futuras gerações ou denegridos por elas", disse DiCaprio durante a cerimónia, em que estiveram representados 171 Estados, que ratificaram o acordo. "Podemos congratular-nos hoje, mas de nada servirá se regressarem aos vossos países e não conseguem cumprir as promessas deste acordo histórico", salientou o actor.

 

DiCaprio, que ganhou o primeiro Óscar da sua carreira este ano, pela sua interpretação no filme "The Revenant, falou do seu papel de embaixador especificando que é um "mensageiro da paz com um destaque especial nas questões da alteração climática".

 

O actor afirmou-se "aterrorizado" com os efeitos do aquecimento global que constatou no Árctico, Índia, Califórnia ou no Canadá. "A alteração climática é mais rápida do que as piores previsões dos especialistas há algumas décadas", afirmou.

 

DiCaprio admitiu que ter um número recorde de países a assinar o acordo é um sinal de esperança mas que não era suficiente para combater a alteração climática. "Uma mudança radical é necessária agora, uma [mudança] que leve a uma nova consciência colectiva", acrescentou.

 

"Chega de belos discursos, de desculpas, de manipulações da ciência e das políticas pelas empresas ligadas às energias fósseis", exortou o actor.

 

DiCaprio recebeu aplausos de toda a plateia, destacando que o planeta "não pode ser salvo se as energias fósseis não ficarem onde estão, no subsolo, onde pertencem".

 

O acordo de Paris prevê que se encetem esforços para limitar o aumento da temperatura "bem abaixo dos 2ºC" e incentiva os países a "continuar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC" relativamente à era pré-industrial. Neste âmbito, os países são convidados a apresentar novas metas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa a casa cinco anos. Está igualmente prevista a criação de um mecanismo de supervisão comum. Por fim, o acordo formaliza os parâmetros de financiamento aos países em desenvolvimento para auxiliar nos esforços para combater as alterações climáticas.

Apesar destes compromissos, líderes e cientistas concordam que o acordo de Paris está ainda longe de garantir que se alcançam o aquecimento global não ultrapassa a barreira dos 1,5ºC a 2ºC, a partir do qual as consequências para o Planeta seriam desastrosas. Os avisos da comunidade científica prevêem cheias, secas e tempestades cada vez mais graves, bem como a subida do nível das águas do mar, que seria catastrófica para zonas costeiras onde vivem milhões de pessoas.




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