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Dijsselbloem: "Boa notícia" um governo ganhar eleições depois de "medidas duras"

Questionado se o governo português terá mais margem de manobra para aliviar a austeridade, Dijsselbloem defendeu que "a situação económica e financeira de Portugal não muda do dia para a noite por causa de eleições".

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Negócios com Lusa 05 de Outubro de 2015 às 15:04
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O presidente do Eurogrupo considerou esta segunda-feira que o resultado das eleições legislativas em Portugal é "um pouco ambíguo", face à ausência de uma maioria absoluta da coligação, e disse que há que esperar para "ver o que acontece".

 

Falando à entrada para uma reunião de ministros das Finanças da Zona Euro, no Luxemburgo, Jeroen Dijsselbloem refutou ainda a ideia de que, neste novo mandato, o Governo tenha margem de manobra para inverter as políticas de austeridade que tem seguido, já que, sustentou, "a situação económica e financeira de Portugal" não mudou só porque houve eleições.

 

Questionado sobre o desfecho das eleições legislativas de domingo em Portugal, o presidente do Eurogrupo considerou que "o governo português tomou algumas medidas muito duras e, nesse sentido, é uma boa notícia que um governo possa ainda ganhar eleições depois de tomar tais medidas quando necessárias".

 

"Por outro lado, o resultado das eleições ainda é, para mim, um pouco ambíguo. Por isso vamos ver o que a nova situação traz", acrescentou.

 

Referindo-se em concreto às dificuldades que o novo governo poderá enfrentar no parlamento face à perda de maioria absoluta, o presidente do Eurogrupo comentou que basta olhar para tudo o que se passou na zona euro para se verificar que "a estabilidade política é importante em todo o lado". 

 

"Mas há democracia, e a democracia nem sempre traz estabilidade. Vamos ver o que acontece", observou.

 

Por fim, quando questionado sobre se um governo PSD-CDS terá num segundo mandato mais margem de manobra para aliviar a austeridade em Portugal, Dijsselbloem defendeu que "a situação económica e financeira de Portugal não muda do dia para a noite por causa de eleições".

 

"É sempre o problema com qualquer novo ou antigo governo, é que tem de lidar com os mesmos problemas. Por isso não, não acho que haja razões para grandes mudanças nas políticas neste momento", concluiu.

 

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, comentando os resultados das eleições, considerou que estes mostram "que uma política de sucesso tem boas possibilidades de ser aceite por uma grande parte da população. É um encorajamento para as políticas de sucesso levadas a cabo pelo Governo português".

 

O presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, disse esta segunda-feira esperar que a vitória da coligação liderada por Pedro Passos Coelho nas eleições legislativas permita a Portugal "ter um Governo estável" e "consolidar a sua recuperação".

 

Já a Comissão Europeia considerou que o resultado das eleições legislativas de domingo em Portugal "confirma a vontade da maioria do povo português de prosseguir o caminho das reformas".

 

A coligação formada por PSD e CDS-PP venceu com 38,55% dos votos (o que representa 104 deputados), tendo perdido a maioria absoluta, e o PS foi o segundo partido mais votado, com 32,38% (85 deputados), estando ainda por atribuir quatro assentos na futura Assembleia da República, referentes aos círculos da emigração.

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