Finanças Públicas Dívida pública aumentou mil milhões no arranque do ano

Dívida pública aumentou mil milhões no arranque do ano

A dívida pública aumentou para 243,6 mil milhões de euros em Janeiro, reflectindo as emissões de obrigações realizadas pelo IGCP no primeiro mês do ano.  
Dívida pública aumentou mil milhões no arranque do ano
Lusa
Nuno Carregueiro 01 de março de 2018 às 11:11

O Banco de Portugal anunciou esta quinta-feira, 1 de Março, que a dívida pública atingiu 243,6 mil milhões de euros em Janeiro, o que traduz um aumento de mil milhões de euros face ao nível registado no final de 2017.

 

Este aumento, segundo o banco central, traduz o acréscimo dos títulos de dívida pública em 2,2 mil milhões de euros, que foi "parcialmente compensado pelo reembolso antecipado de aproximadamente 800 milhões de euros de empréstimos concedidos pelo Fundo Monetário Internacional.

 

O valor da dívida registado em Janeiro é o mais elevado desde Outubro do ano passado, quando se situava acima dos 245 mil milhões de euros. Contra Janeiro do ano passado o aumento foi de 952 milhões de euros.

 


Apesar do acréscimo em valor, em percentagem do PIB o endividamento público tem vindo a recuar. Os dados sobre o PIB revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem estimar a dívida pública de 2017 nos 125,6%, em vez de 126,2% do PIB inicialmente estimados pelo Banco de Portugal.

 

O peso da dívida no PIB atingiu o nível mais reduzido desde 2011. Apenas nos meses de final de trimestre é possível avaliar o peso da dívida pública na economia, pelo que só quando for conhecido o valor da dívida de Março se saberá se o rácio continua a recuar.

 

Para o aumento do valor da dívida pública em Janeiro contribuíram as várias emissões de obrigações realizadas pelo IGCP. A 17 de Janeiro o Instituto colocou 1.750 milhões de euros em títulos de dívida de curto prazo. A 10 de Janeiro realizou uma emissão sindicada de 4 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 anos.

Também em Janeiro o IGCP procedeu a amortização de dívida (daí o saldo ter sido de apenas 2,2 mil milhões de euros) e Portugal reembolsou mais 800 milhões de euros ao FMI.


(notícia actualizada às 11:30 com mais informações)




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mais votado Anónimo 01.03.2018

A dívida pública portuguesa nunca foi tão elevada em valor absoluto e pouco ou nada é sustentável tendo em conta que não existem multinacionais competitivas, criadoras de valor no mercado global, a repatriar os biliões que as multinacionais das economias mais avançadas repatriam todos os anos para a economia de origem onde se encontram os respectivos centros de decisão.

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pertinaz 01.03.2018

OS DESGOVERNO AUTORIZOU ESTA NOTÍCIA...???

Anónimo 01.03.2018

o dinheiro que por aí circula, vai parar aos sacos de onde nunca mais sai... e os tugas hipócritas todos contentes...

Anónimo 01.03.2018

Em muitas organizações portuguesas, mesmo aqueles que estão entre os melhores técnicos do sector, estão em demasia na respectiva organização e eu não tenho que lhes andar a subsidiar o ordenado nem a pagar a futura e muito generosa pensão de reforma. Quem não cria valor e apenas se limita a extraí-lo, por muito boa pessoa e profissional que seja, tem direito ao RSI e a ir oferecer os seus préstimos lá para onde exista procura real, efectiva, para eles. O dealbar das bancarrotas portuguesas, no geral, e o das 3 últimas em particular, têm única e exclusivamente a ver com isto, ao qual se pode chamar má alocação de factores produtivos na economia.

palavra dada, palavra desonrada! 01.03.2018

Quem é Bancarroteiro nunca esquece! E a Dívida Pública aumenta com a economia a crescer, imaginem se a economia não estivesse a crescer onde é que o montante da Dívida Pública ia parar!

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