Finanças Públicas Dívida pública cai mais: recuou para 125,6% em 2017

Dívida pública cai mais: recuou para 125,6% em 2017

É preciso recuar a 2011 para encontrar um rácio da dívida pública no PIB mais baixo.
Margarida Peixoto 28 de fevereiro de 2018 às 13:47
Afinal, o rácio da dívida pública ficou melhor do que o objectivo que tinha sido fixado pelo Governo. Os dados sobre o PIB revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem estimar a dívida pública de 2017 nos 125,6%, em vez de 126,2% do PIB.

Na semana passada, com base em projecções próprias sobre o PIB, o Banco de Portugal tinha estimado que a dívida pública em 2017 teria ficado em 126,2%, precisamente a meta que tinha sido fixada pelo Governo, em Outubro passado. Contudo, com o crescimento nominal do PIB apurado pelo INE, este rácio ficou mais baixo.

Apesar de este indicador se manter acima do patamar psicológico dos 120% - um número-chave para os mercados - e de estar também muito além do limite imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (de 60% do PIB), é preciso recuar a 2011 para encontrar um rácio da dívida pública mais baixo.




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mais votado Anónimo 28.02.2018

A dívida pública portuguesa nunca foi tão elevada em valor absoluto e pouco ou nada é sustentável tendo em conta que não existem multinacionais competitivas, criadoras de valor no mercado global, a repatriar os biliões que as multinacionais das economias mais avançadas repatriam todos os anos para a economia de origem onde se encontram os respectivos centros de decisão.

comentários mais recentes
Anónimo 01.03.2018

A situação de pré-bancarrota vivida por Portugal e Grécia foi nada mais do que o reflexo de uma enorme bolha especulativa no mercado de trabalho que teve de rebentar tal era o inchaço. Parece que nesses mesmos países, por obra e (des)graça de esquerdas e sindicatos, já se está a formar outra.

Anónimo 01.03.2018

Em relação às economias e sociedades mais avançadas, os pobres portugueses são mais miseráveis e os ricos portugueses são mais desprovidos de capacidade para criar riqueza de modo perene e sustentável, tornando-os por isso em ricos miseráveis, porque, em Portugal, se instituiu um sistema que quer à viva força levar toda a gente para a classe média mesmo sem que essa gente crie qualquer valor nas condições de mercado. E assim se vive, neste Poortugal que se decretou, de subsídio europeu em subsídio europeu e de resgate internacional em resgate internacional.

Judas a cagar no deserto 28.02.2018

Quando ouço o nome PS lembro-me de Sócrates.

Quando me lembro de Sócrates, lembro-me de BANCARROTA.

Desculpem mas não consigo lembrar-me de mais nada.

surpreso1 28.02.2018

Nós pagamos "ratios" ou pagamos euros,oh Guidinha?

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