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Documento programático defende renegociação da dívida pública

São sete capítulos de reflexão programática que a CGTP vai apresentar no Congresso hoje e amanhã. O Congresso que marca a saída de Carvalho da Silva como secretário-geral e onde se vai proceder à maior renovação de dirigentes da sua história

Lusa 27 de Janeiro de 2012 às 14:11
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A renegociação da dívida, a redução "progressiva" do défice do Estado e uma cooperação "efectiva" entre os vários Estados europeus são temas que vão marcar o XII congresso da CGTP, o último com Manuel Carvalho da Silva como secretário-geral.

Ao longo de sete capítulos é feita uma análise detalhada de vários temas que marcam a atualidade, mas a questão da dívida pública, as negociações com a 'troika' e a crise política e económica que se vive, não só na Europa, mas no mundo, não ficam à porta e prometem marcar as várias intervenções durante os dois dias de trabalhos.

De acordo com o documento programático, a que a Lusa teve acesso, "a CGTP considera indispensável a renegociação da dívida, dos prazos e dos juros, bem como a redução progressiva num prazo alargado do défice do Estado para conciliar a sua redução com o crescimento".

A central sindical argumenta, no documento, que "a dívida pública e privada é, sobretudo, a consequência das políticas seguidas por sucessivos governos que levaram à destruição de grande parte do sector produtivo, à desindustrialização e ao abandono de importantes sectores (...) que tiveram como resultado o insustentável défice da balança corrente".

A CGTP entende, por isso, que "os problemas de Portugal não se resolvem com mais austeridade, com imposição de novos e mais pesados sacrifícios aos trabalhadores e às suas famílias e com a redução do nível de vida, que mergulha o País na recessão económica e social".

Advoga, assim, "uma efectiva cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, a convergência real, a coesão económica e social" com vista a "uma mudança de rumo da Europa".

A necessidade de criar emprego de qualidade "para assegurar o futuro" que garanta a estabilidade e a melhoria dos salários, bem como a defesa do Estado Social são também temas 'quentes' deste encontro.

"Defender o Estado Social é lutar pelo seu fortalecimento com direitos para todos", defende a Intersindical, que exige "uma Segurança Social pública, universal e solidária, o reforço da protecção dos desempregados, das pensões de reforma e o combate às desigualdades e a erradicação da pobreza".

São mais de 180 páginas de reflexão que defendem também "o envolvimento e a participação dos trabalhadores em torno da defesa dos seus direitos", o fortalecimento das organizações sindicais através da "unidade na acção" e "a promoção da contratação coletiva como instrumento e defesa e conquista de direitos".

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