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Dois maiores partidos gregos poderão formar uma coligação

A cerca de duas semanas das eleições, as posições entre os líderes da Nova Democracia e do Pasok definem-se. As sondagens apontam para uma possível coligação entre os dois partidos para que haja maioria absoluta no Parlamento. O primeiro-ministro interino, Lucas Papademos, sublinha a prioridade é o combate ao desemprego jovem.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Abril de 2012 às 12:52
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Uma sondagem avançada pela estação de televisão Alpha TV aponta para a vitória do partido liderado por Antonis Samaras, o Nova Democracia, com 22,3% dos votos. Esta percentagem corresponde a 110 deputados, o que não chega para alcançar uma maioria absoluta. O Pasok conseguirá 17,8% o que corresponde à eleição de 48 deputados.

Se as eleições ocorressem hoje, em conjunto os dois partidos teriam 151 deputados, o que corresponde a uma maioria absoluta. O Parlamento grego elege 300 deputados.

Actualmente o Governo é uma coligação entre o Pasok e o Nova Democracia, sendo que o primeiro foi o que teve maior percentagem de votos nas eleições anteriores.

A sondagem adianta ainda que o número de partidos com assento parlamentar deve aumentar. Actualmente são cinco os partidos gregos representados no Parlamento. A sondagem aponta para a possibilidade de passarem a estar representados 10 partidos. O que revela bem a divisão que está a ocorrer na Grécia, fruto da crise que se vive e das medidas de austeridade implementadas e por implementar, mas já anunciadas.

As eleições vão decorrer no próximo dia 6 de Maio e os líderes políticos estão já no “campo de batalha” com vista à vitória nas legislativas.

Antonis Samaras tem defendido a revisão do programa de apoio financeiro. Este é, aliás, um dos pontos que maior receio tem provocado entre a comunidade internacional, depois da Grécia ter sido resgatada e assumido compromissos perante dois programas de ajuda financeira e o perdão da dívida por parte dos investidores privados.

Samaras já disse que se vencer as eleições vai tentar alterar os termos do acordo de intervenção externa, que incluem mais cortes na despesa, subidas de impostos e reduções nas pensões, de acordo com o “Greek Reporter”.

O responsável quer também travar o despedimento de 150 mil funcionários públicos, estimado para os próximos três anos.

Já Evangelos Venizelos, candidato pelo Pasok e ex-ministro das Finanças responsável pelas negociações com a troika e com a banca, tem respondido com um plano, que diz ter, para fomentar o crescimento da economia.

É precisamente este ponto um dos mais salientados por Lucas Papademos na carta que enviou ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

O primeiro-ministro interino escreveu hoje a Durão Barroso onde destaca que a redução do desemprego jovem e a implementação de medidas que sustentem o crescimento económico têm de ser as prioridades, de acordo com a Bloomberg.
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