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Draghi admite mais estímulos em caso de Brexit atribulado

O presidente do BCE diz que o banco central está "preparado para todas as contingências" que possam resultar de uma decisão dos eleitores britânicos de deixaram a União Europeia no referendo de quinta-feira.

Reuters
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 21 de Junho de 2016 às 14:45
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Mario Draghi está confiante que as medidas de estímulo que adoptou estão a dar resultados e que a Europa caminha, lenta, mas de forma contínua para a recuperação económica e para uma inflação próxima dos 2%. Mas admite também que há muitos riscos pela frente, e um dos principais no curto prazo é a saída do Reino Unido da UE. E nesse caso, afirmou perante os deputados do parlamento Europeu, o BCE estará preparado para tudo, de cedência de liquidez de emergência, a mais estímulos.

"Nós vamos monitorizar a evolução das perspectivas para a estabilidade de preços. Estamos preparados para usar todos os instrumentos disponíveis dentro do no mandato para, se necessário, atingir o nosso objectivo. Em particular, o BCE está preparado para todas as contingências após o referendo do Reino Unido à permanência na UE", afirmou na sua declaração inicial no parlamento Europeu.

Questionado sobre que medidas poderá tomar, Draghi limitou-se a reforçar que "estamos preparados para todas as contingências possíveis". O BCE está por exemplo em contacto com o Banco de Inglaterra para garantir liquidez extraordinária em libras e euros, se tal fosse necessário após uma eventual decisão de saída do Reino Unido da UE. Se a turbulência se mantivesse por muito tempo e afectasse a recuperação e a confiança na Zona Euro, draghi deixa claro que o BCE admite assim também avançar com mais estímulos.

Por agora, Draghi está confiante com os resultados das medidas já implementadas e anunciadas. "O nosso pacote de Março [que incluiu o aumento do volume de compras mensais de dívida, compras de dívida de empresas, e novos empréstimos de longo prazo], em particular, mitigou os riscos negativos às perspectivas económicas da Zona Euro. As medidas que ainda estão numa fase inicial de implementação ainda darão estímulos adicionais", afirmou, avisando no entanto que "a incerteza permanece elevada e os riscos negativos são significativos".   

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