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Draghi admite voltar a reforçar estímulos caso seja necessário

O presidente do BCE está confiante que as medidas recentemente anunciadas serão suficientes para atingir a meta da inflação de 2%. Contudo, a autoridade monetária está preparada para voltar a agir, se for necessário.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 13:29
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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, admitiu esta segunda-feira, 14 de Dezembro, a possibilidade de a autoridade monetária "intensificar" os estímulos à economia, com o objectivo de alcançar a meta de 2% para a inflação.

Contudo, Draghi está confiante que as medidas anunciadas no início deste mês serão suficientes para acelerar o crescimento dos preços.

"Depois da recalibração dos nossos instrumentos, posta em prática este mês pelo Conselho de Governadores, esperamos que a inflação atinja o nosso objectivo, sem um atraso excessivo", admitiu o presidente do BCE, num discurso proferido em Bolonha, Itália, citado pela Bloomberg.  

Contudo, o responsável máximo pela autoridade monetária salientou que "não há dúvida nenhuma que, se tivermos de intensificar a utilização dos nossos instrumentos de política para atingir o nosso objectivo de estabilidade de preços, fá-lo-emos".

No final da reunião mensal de política monetária de Dezembro, no dia 3, Mario Draghi anunciou um corte na taxa dos depósitos e o prolongamento, até Março de 2017, do programa de compra de activos.

"Continuamos a monitorizar com muita atenção a evolução das condições económicas e financeiras", afirmou Draghi esta segunda-feira. "A combinação da nossa política monetária do lado da procura com reformas estruturais do lado da oferta vai contribuir para criar as condições para uma verdadeira recuperação estrutural".

Ao contrário do BCE, que continua a apostar numa política monetária expansionista para impulsionar o crescimento económico e a subida dos preços, a Reserva Federal norte-americana poderá dar, esta semana, o primeiro passo no caminho da normalização da política monetária, com o anúncio da primeira subida dos juros desde 2006.

 

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