Política Monetária Draghi diz que os críticos do BCE já se enganaram no passado

Draghi diz que os críticos do BCE já se enganaram no passado

O presidente do BCE, Mario Draghi, voltou a defender esta segunda-feira a eficácia do programa alargado de compra de activos.
Draghi diz que os críticos do BCE já se enganaram no passado
Negócios com Bloomberg 25 de janeiro de 2016 às 19:14

As críticas à actuação do BCE já se revelaram erradas no passado, defendeu esta segunda-feira o presidente do banco central, Mario Draghi. O responsável pela política monetária da zona euro referiu, num discurso feito num evento organizado pela bolsa alemã, que "existem amplas provas de que o programa alargado de compra de activos funciona". E considerou, citado pela Bloomberg, que "repetidas vezes os críticos das nossas decisões já se enganaram".

Em Dezembro do ano passado, o BCE anunciou um prolongamento do programa, reagindo às expectativas de que a inflação não recuperasse para os valores definidos pelo BCE, de perto mas abaixo de 2%. Draghi reiterou que conseguir atingir os objectivos de inflação é uma questão de "credibilidade". O presidente do BCE, apesar de admitir que as perspectivas para 2016 são "incertas", considera que a economia da zona euro está a prosseguir com a recuperação.

Draghi justificou ainda as decisões de Dezembro, em que prolongou o prazo do programa alargado de compra de activos de Setembro deste ano para Março de 2017, com a percepção do "perigo de que um período continuado de inflação baixa – mesmo motivada pelos preços do petróleo – poderia desestabilizar as expectativas de inflação e tornar-se persistente". Na altura, as medidas anunciadas não foram recebidas com grande entusiasmo pelo mercado.

Já na última reunião do BCE, realizada na semana passada, Mario Draghi admitiu que o banco central poderia ter de tomar mais medidas de estímulo. "Será necessário rever e possivelmente reconsiderar a nossa posição da política monetária no início de Março, quando as novas projecções macroeconómicas do ‘staff’ forem disponibilizadas, e que cobrirão também 2018", afirmou na passada quinta-feira, 21 de Janeiro.

Sobre a turbulência que se vive nos mercados, Draghi considerou, esta segunda-feira, que não há sinais de grave instabilidade financeira. E também comentou as regras de resolução bancária, defendendo que têm de ser aplicadas de forma semelhante por todos os países. 




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