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Duarte Lima considera acusação "hedionda, injusta e sem provas" e reafirma-se inocente

O ex-deputado "repudia as acusações" de que diz ser alvo e rejeita "categoricamente, os termos e a conclusão de uma acusação brutal e injusta".

Lusa 06 de Novembro de 2011 às 19:13
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Duarte Lima classificou hoje de "hedionda" a acusação de homicídio de Rosalina Ribeiro, reafirmando a sua inocência e garantindo que a vai demonstrar no processo, junto das instâncias judiciais competentes.

Numa carta enviada à agência Lusa, o ex-deputado, sob quem pende a acusação de ter assassinado Rosalina Ribeiro no Brasil, "repudia as acusações" de que diz ser alvo e rejeita "categoricamente, os termos e a conclusão de uma acusação brutal e injusta".

Em seu entender, escreve na carta, a acusação das autoridades brasileiras está "repleta de adjectivos e destituída de qualquer prova digna desse nome".

"Dessa acusação hedionda sou completamente inocente, e a demonstração dessa inocência será feita no processo, junto das instâncias judiciais competentes", escreve Duarte Lima.

Porém, acrescenta na missiva enviada à Lusa, "sempre estive, e estou, ao dispor de todas as autoridades judiciárias, para prestar os esclarecimentos que estas me solicitem, apesar das especulações, insinuações e mentiras que têm sido divulgadas".

"Apesar das especulações e mentiras que têm sido divulgadas, e que visam destruir-me pessoal, social, profissional e humanamente, esta matéria só pode ser tratada com isenção e verdade nos órgãos judiciais competentes", escreve.

O ex-deputado considera que a acusação das autoridades brasileiras foi precedida de "fugas de informação selectivas para alguns órgãos de comunicação social portugueses" que abriram "caminho para um linchamento público, e não para a descoberta da verdade" sobre o assassínio da sua ex-cliente Rosalina Ribeiro "através dos procedimentos normais num Estado de Direito".

Na missiva, Duarte Lima diz ainda estranhar que a acusação tenha sido divulgada na comunicação social e que tenha sido recusado ao seu advogado no Brasil, João Costa Ribeiro Filho "o total acesso ao processo para tomar conhecimento dos factos que a fundamentam".

No âmbito do mesmo processo, um pedido de habeas corpus relacionado deu entrada no Superior Tribunal de Justiça do Brasil.

O pedido deu entrada no tribunal no dia 03, em nome de João Torres Brasil, que não consta na lista oficial de advogados brasileiros, e foi distribuído ao juiz desembargador Vasco Della Giustina sexta-feira, às 11:00, segundo informação no site do Superior Tribunal de Justiça, do Estado do Rio de Janeiro.

Da informação constante no site não existe ainda decisão sobre o pedido.

A RTP, que deu a informação em primeira mão, explica que se o juiz desembargador aceitar este pedido, o mandado de captura internacional e a prisão preventiva deixam de ter efeito.

As autoridades brasileiras decretaram na terça-feira, 01 de novembro, a prisão preventiva de Duarte Lima, acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, secretária e companheira do milionário português Lúcio Tomé Feteira.

De acordo com o Ministério Público brasileiro, Duarte Lima terá assassinado Rosalina Ribeiro, em Dezembro de 2009, por esta se recusar a assinar um documento a negar um depósito de 5,2 milhões de euros na sua conta bancária.



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