Economia Durão Barroso "não meteu o dedo" na contratação do seu filho pelo Banco de Portugal

Durão Barroso "não meteu o dedo" na contratação do seu filho pelo Banco de Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa diz que a escolha se baseou no currículo de Luís Durão Barroso e que nem o presidente da Comissão Europeia, nem o governador intervieram no processo.
Manuel Esteves 18 de agosto de 2014 às 12:57

Durão Barroso "não meteu o dedo" na contratação do seu filho pelo Banco de Portugal

 

Marcelo Rebelo de Sousa desvalorizou este domingo a polémica em torno da entrada do filho de Durão Barroso para o Banco de Portugal. Tal como o Negócios noticiou no dia 12 de Agosto, Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial para exercer as funções de jurista. A contratação fez-se por convite, um procedimento de

A mim o que me foi dito foi o seguinte: foi há meses que decorreu o processo. Houve um júri de selecção, que examinou vários currículos e seleccionou aquele pelo mérito do currículo para uma determinada função. O governador nem sequer interveio.
 
Marcelo Rebelo de Sousa

"carácter excepcional" destinado a "candidatos de comprovada e reconhecida competência profissional", explicou na altura fonte oficial do banco central.

 

O comentador defendeu na TVI que o critério da escolha terá sido o mérito do currículo, afastou qualquer influência da parte de Durão Barroso e garantiu que o governador não interveio. "A mim o que me foi dito foi o seguinte: foi há meses que decorreu o processo. Houve um júri de selecção, que examinou vários currículos e seleccionou aquele pelo mérito do currículo para uma determinada função. O governador nem sequer interveio", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

 

O comentador "não vê razão para Durão Barroso meter o dedo". "É a pessoa mais cuidadosa do mundo neste particular, deve estar a transpirar e a pensar porque raio de azar é que isto coincidiu neste momento. Em termos objectivos é a coisa menos favorável a alguém que está interessada em terminar o seu mandato [na Comissão Europeia] e se tem ambições em Portugal está interessado em que não haja sarilhos e especulações deste género", acrescentou o comentador.

 

Ao Negócios, o Banco de Portugal não adiantou mais detalhes sobre o processo, dizendo apenas que "foram admitidos por convite candidatos em circunstâncias idênticas, nomeadamente com experiência no âmbito de auditoria e direito", afastando "quaisquer contornos especiais relativamente a outras admissões realizadas por convite". O banco central, dirigido por Carlos Costa, lembrou ainda que não pode revelar informações sobre a "esfera pessoal do trabalhador", designadamente o nível salarial (desconhecido publicamente), que decorrerá "do nível de habilitações e de experiência profissional".

 

Luís Durão Barroso tem 31 anos, é licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, tendo tirado o mestrado e o doutoramento na London School of Economics and Political Science. É docente na Faculdade de Direito da Universidade Católica desde 2012. Fora da academia, o seu percurso profissional resumiu-se a dois estágios de Verão nas sociedades de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados e Linklaters, respectivamente em Julho e Agosto de 2005, segundo o site da Universidade Católica. 




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