União Europeia Durão quebra promessa e faz lóbi pelo Goldman Sachs em Bruxelas

Durão quebra promessa e faz lóbi pelo Goldman Sachs em Bruxelas

O ex-presidente da Comissão Europeia encontrou-se em Outubro com o comissário finlandês com as pastas do emprego e crescimento, violando o compromisso com Juncker de que não faria lóbi em Bruxelas pelo banco americano.
Durão quebra promessa e faz lóbi pelo Goldman Sachs em Bruxelas
Yves Herman/Reuters
António Larguesa 20 de fevereiro de 2018 às 11:53

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, admite que teve uma reunião com Durão Barroso, a pedido do actual presidente não-executivo e consultor do Goldman Sachs International. Na altura em que aceitou o novo emprego, o português que liderou o Executivo comunitário garantiu ao sucessor, Jean-Claude Juncker, que não iria fazer lóbi pelo banco norte-americano.

 

"De facto, encontrei-me com o Sr. Barroso, do Goldman Sachs, no Silken Berlaymont Hotel em Bruxelas, a 25 de Outubro de 2017", reconhece o comissário de origem finlandesa, que ocupa as pastas do emprego, crescimento, investimento e competitividade. Nessa reunião a dois, combinada pelo telefone, discutiram "sobretudo assuntos de comércio e defesa".

 

Numa carta com a data de 31 de Janeiro de 2018, enviada pelo alto responsável europeu a uma activista da organização Corporate Europe Observatory, que trabalha precisamente as questões do lóbi, Jyrki Katainen sustenta ainda que não há documentos escritos sobre o que resultou desse encontro com o ex-primeiro-ministro português. "Normalmente não tiro notas nas reuniões e também não o fiz nesta reunião", argumentou.

 

A publicação EU Observer, que cita esta troca de correspondência, escreve que este encontro realizado em Bruxelas está no registo público que assinala as reuniões do comissário, mas surge apenas com a indicação do gigante do sector financeiro. Não explicita o nome de Durão Barroso, que apenas um ano antes prometera a Juncker que "não [estava a ser] contratado para fazer lóbi em nome do Goldman Sachs e não [pretendia] fazê-lo".

Pressão para reapreciar o caso e queixa por "má administração"

Foi em Julho de 2016, pouco mais de um ano depois de ter deixado o cargo de presidente da Comissão Europeia, que ocupou durante mais de uma década, que Durão Barroso regressou ao sector privado, ao ingressar como administrador não executivo e consultor num dos bancos mais influentes do mundo e que tem nos seus quadros vários ex-políticos.

 

Enquanto o Goldman Sachs justificava que o novo quadro iria trazer "imensos conhecimentos e experiência, incluindo uma compreensão profunda da Europa", as críticas foram muitas, imediatas e provenientes de vários quadrantes. Do Governo francês, que considerou "escandaloso" este movimento, ao influente Observatório Europeu Corporativo que acusou o português de "falha de integridade". "Não fui para nenhum cartel da droga, estou a trabalhar numa entidade legal", defendeu-se mais tarde Durão Barroso.

 

Após muita discussão em Bruxelas, que se arrastou durante meses, o comité de ética ad-hoc da Comissão Europeia acabou por concluir que esta contratação não violou os deveres de integridade e discrição pedidos aos antigos membros da Comissão. Ainda assim, este órgão censurou Durão porque "não demonstrou o discernimento que se pode esperar de alguém que ocupou o cargo que ele ocupou durante tantos anos".

 

Ora, face a estes novos dados e lembrando que essa permissão dada pelo comité de ética foi "baseada na promessa do Sr. Barroso de não fazer lóbi", a Alter-EU, um grupo que junta várias organizações não-governamentais, já veio reclamar que "essa opinião deve ser considerada nula" e que as actividades do ex-líder da Comissão Europeia em nome do Goldman Sachs "devem ser revistas" agora por um comité de ética independente.

 

Numa missiva dirigida ao secretário-geral Alexander Italianer esta terça-feira, 20 de Fevereiro, os membros da Alter-EU anunciaram também que "à luz da contratação controversa" por parte do Goldman Sachs International e das instruções de Juncker sobre como lidar com lobistas – além das declarações públicas de que Durão Barroso deveria ser tratado como qualquer outro lobista – vão "apresentar formalmente uma queixa por má administração".

 

Recorde-se que na sequência da vaga de indignação motivada pela ida do seu antecessor para o banco de investimento, Juncker avançou para uma mudança no código de conduta da instituição no sentido de aplicar regras mais estritas, como a de aumentar de 18 meses para três anos o período de ‘nojo’ durante o qual o presidente do órgão executivo da União Europeia tem de pedir permissão ao ex-empregador para trabalhar num grupo privado.


(notícia actualizada às 12:25 com mais informação de contexto e sobre a possível reabertura do caso)




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O fugitivo ainda queria ser PR! Arre q meerda! 20.02.2018

Furão Barroso tem as manápulas cheias de sangue! Ele o Aznar o Blair e o Bush meteram-se no Iraque por haver armas químicas! E onde estavam?! Fizeram uma guerra desnecessária e meteram a ferro e fogo o médio oriente!
Umas lambadas bem aplicadas eram necessárias para se fazer justiça! Palhaço!

Tudo boa gente 20.02.2018

Tudo boa gente


































































































































Tudo boa gente 20.02.2018

Tudo boa gente






























































































































Tudo boa gente 20.02.2018

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