Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Durão Barroso desaconselha referendo à Constituição em plena crise política

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou hoje desaconselhável a realização de um referendo à Constituição europeia em Portugal devido à crise política surgida da próxima dissolução da Assembleia da República.

Negócios negocios@negocios.pt 06 de Dezembro de 2004 às 11:45
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou hoje desaconselhável a realização de um referendo à Constituição europeia em Portugal devido à crise política surgida da próxima dissolução da Assembleia da República.

«Uma situação de crise política não é seguramente o melhor momento para discutir a Constituição europeia», afirmou José Manuel Durão Barroso à imprensa, à saída de um colóquio sobre Identidade Europeia, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, citado pela Agência Lusa.

Frisando sempre falar em termos gerais, Durão Barroso considerou necessário «reflectir bem» e «ter algum cuidado» antes de tomar a decisão de convocar um referendo.

Segundo explicou, os referendos «servem muitas vezes para discutir outras coisas» que não a questão central da consulta.

Durão Barroso recusou fazer qualquer comentário à actual situação política em Portugal, quer quanto a uma solução para a crise, quer quanto à posição assumida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. «É uma questão interna sobre a qual não me posso pronunciar», esclareceu.

Questionado sobre o impacto da crise política portuguesa na União Europeia, nomeadamente dada a proximidade do conselho europeu de Bruxelas, marcado para meados de Dezembro, o presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro português desvalorizou-o, referindo que «é comum haver crises políticas nas democracias europeias».

«E a vantagem das democracias é conseguirem sempre encontrar as melhores soluções para as crises políticas», disse.

Admitiu, no entanto, ter ficado «surpreendido» com a decisão do Presidente de dissolver a Assembleia da República e disse seguir «com especial preocupação» a evolução da crise, por se tratar do seu país.

Mais lidas
Outras Notícias