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Durão Barroso diz ter esperança em não sofrer multas de Bruxelas

O primeiro ministro Durão Barroso afirmou hoje que tem esperanças de que Portugal não venha a sofrer multas de Bruxelas, uma vez que as mesmas dificultariam ainda mais o esforço nacional de reduzir o défice orçamental.

Negócios negocios@negocios.pt 26 de Julho de 2002 às 15:24
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O primeiro ministro Durão Barroso afirmou hoje que tem esperanças de que Portugal não venha a sofrer multas de Bruxelas, uma vez que as mesmas dificultariam ainda mais o esforço nacional de reduzir o défice orçamental.

«Não há razão para Portugal sofrer sanções de Bruxelas. Achamos até que (a Comissão Europeia) vai aplaudir o esforço de ajustamento que estamos a fazer», disse o primeiro ministro.

«Seria, pois, absurdo (a aplicação de multas), uma vez que dificultariam ainda mais o esforço de ajustamento (que Portugal tem que fazer para reduzir o défice orçamental).

«Tenho a esperança que Portugal não venha a sofrer as tão faladas multas, porque seriam uma injustiça», argumentou Durão Barroso.

As declarações do primeiro ministro surgem depois de ontem o Governo ter confirmado que o défice orçamental atingiu os 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2001, 1,1 pontos percentuais acima do limite imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Na sequência da confirmação do défice, a Comissão Europeia anunciou ontem ainda que iniciou o «procedimento de défice excessivo» e que poderá implicar sanções pecuniárias ao Estado português.

O primeiro ministro reiterou o objectivo de 2,8% do PIB para o défice orçamental deste ano, sublinhando que «estamos precisamente a corrigir a situação que o país conhece».

Durão Barroso apelou ainda aos parceiros sociais e aos partidos da oposição para que não façam «exigências irrealistas dada a conjuntura económica actual».

Por Tânia Ferreira e Ricardo Domingos

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