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Durão Barroso leva sete ministros e 60 empresários na visita oficial a Moçambique

O primeiro-ministro Durão Barroso inicia no Domingo um viagem oficial a Moçambique, onde vai levar um número elevado de ministros e cerca 60 empresários, entre os quais os presidentes da PT, BCP, EDP, BES e BPI.

Ana Suspiro asuspiro@mediafin.pt 26 de Março de 2004 às 20:28
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O primeiro-ministro Durão Barroso inicia no Domingo um viagem oficial a Moçambique, onde vai levar um número elevado de ministros e cerca 60 empresários, entre os quais os presidentes da PT, BCP, EDP, BES e BPI.

Na visita oficial ao país africano vão estar presentes os presidentes da Águas de Portugal, Air Luxour, Grupo Amorim, Millennium bcp, BES, BPI, CGD (representada pelo vice-presidente Mira Amaral), Brisa, Cimpor, CTT, EDP, Efacec, Entreposto, Jerónimo Martins, Mota Engil, Grupo Pestana, Portugal Telecom, Soares da Costa, Somague, TAP e Unicer.

Do seu Governo Durão Barroso vai levar sete ministros: Negócios Estrangeiros, Presidência, Economia, Trabalho e Segurança Social, Transportes e Obras Públicas, Saúde e cultura.

Vão ainda estar presentes, entre outros, vários responsáveis de empresas da área editorial, como a Porto Editora e Texto Editora.

Dado não existirem grandes problemas e diferenças em aberto entre os dois países, um dos objectivos desta viagem será o relançamento das relações económicas entre Portugal e Moçambique, que segundo fonte diplomática tinham vindo a «arrefecer» nos últimos anos.

Portugal é o segundo parceiro comercial de Moçambique e tem mais de 30 empresas entre as 100 maiores deste país africano, sendo a Hidroeléctrica de Cahora Bassa a segunda maior companhia de Moçambique.

Esta questão de Cahora Bassa – empresa detida em partes iguais por capitais públicos portugueses e de Moçambique - vai ser uma das mais importantes da viagem, sendo esperado que se vá discutir o futuro da estrutura accionista da companhia, já que é publico que Portugal quer vender a sua posição.

No entanto, não são esperados grandes progressos neste «dossier», estimando-se que fique apenas definido o modelo de negociação deste processo.

Portugal tem 300 empresas portuguesas em Moçambique, que nos 15 últimos anos investiram cerca de 300 milhões de dólares. A presença portuguesa é mais relevante na banca e na energia, bem como na indústria, turismo e na área de edição de livros.

Em 2002 Portugal caiu para o quinto lugar no «ranking» dos países que mais investem em Moçambique, mas, com a retoma económica no país, há a expectativa que estes voltem a acelerar nos próximos anos.

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