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Durão Barroso: "Portugal está numa situação de emergência social"

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, chamou hoje a atenção para a situação de "emergência social" em que se encontra Portugal devido à escalada do desemprego. Mas frisou que não há alternativa ao actual programa de consolidação orçamental.

Pedro Romano promano@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2012 às 19:16
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O alerta de Durão Barroso foi feito em Lisboa, durante uma conferência na Universidade Católica. Barroso veio a Portugal para participar numa homenagem ao antigo ministro das Finanças Ernâni Lopes, falecido há dois anos.

"Portugal está numa situação de emergência social", afirmou. "O desemprego jovem de 30% [valor que subiu para 35,4% segundo dados mais recentes] é moralmente inaceitável".

Durão frisou a importância que a Comissão Europeia atribui ao tema, e lembrou que já estão a ser tomadas medidas para combater este fenómeno, que é transversal à maioria dos países mas que assume proporções significativamente maiores na Europa periférica.

"Queremos usar o Fundo Social Europeu [contra o desemprego jovem], para apoiar a contratação de jovens estagiários. E equipas de acção vão deslocar-se aos Estados membros para redireccionar fundos europeus para acções com impacto imediato no desemprego jovem", afirmou.

Não há alternativa à consolidação

Apesar de admitir a gravidade da situação social, Durão foi claro: não há alternativa a uma política de forte consolidação orçamental como a que está a ser levada a cabo em Portugal.

"Os ajustamentos são difíceis e podem mesmo conduzir a uma recessão. Mas os desequilíbrios que existiam são o maior travão ao crescimento. Sem os corrigirmos, não teremos crescimento".

Em relação às metas - défice de 4,5% este ano, um objectivo que muitos consideram uma miragem -, Durão disse considerou-as "ambiciosas", mas considerou que elas serão "cumpridas". Neste momento, muitos analistas consideram que o ajustamento não será possível de fazer e Portugal terá de pedir mais dinheiro para um segundo programa de financiamento.

E deixou também uma palavra de esperança para a Europa, que deve "usar a oportunidade" da crise para "construir uma economia mais forte". Como? Através de "reformas estruturais", do "aprofundamento" do mercado único e do "aumento das exportações".
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