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Durão Barroso recebe apoio político e indigitação formal será em breve

Os líderes europeus preparam-se para dar esta noite o seu "apoio político" à recondução de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, formalizando a indigitação após consultas com o Parlamento Europeu, a tempo da nomeação já em Julho, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência Lusa.

Negócios com Lusa 18 de Junho de 2009 às 21:22
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Os líderes europeus preparam-se para dar esta noite o seu "apoio político" à recondução de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, formalizando a indigitação após consultas com o Parlamento Europeu, a tempo da nomeação já em Julho, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência Lusa.

Os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia encontram-se reunidos desde esta tarde, em Bruxelas, numa cimeira de dois dias dominada pelo processo de nomeação do futuro presidente da Comissão Europeia, e o nome de José Manuel Durão Barroso parece cada vez mais consensual, assim como o "calendário" para a sua recondução.

De acordo com fontes diplomáticas, Durão Barroso não será formalmente designado já nesta cimeira - como desejava o próprio, o Partido Popular Europeu e Estados-membros como Portugal - mas essa formalização também não ficará adiada para depois do novo referendo na Irlanda ao Tratado de Lisboa, como pretendiam vários sectores, devendo consumar-se a tempo de uma nomeação já no próximo mês.

Conhecendo-se à partida o apoio da grande maioria dos líderes europeus a um segundo mandato de Durão Barroso, para 2009-2014, a questão em aberto para este Conselho Europeu é processual: se os líderes optam por designar desde já o antigo primeiro-ministro português, ou se apenas dão o seu apoio político, adiando a formalização da decisão para mais tarde.

Vários grupos políticos, como o Partido dos Socialistas Europeus (PSE) e os Verdes, defendem que o presidente da futura Comissão só deve ser nomeado após concluído o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, tendo exortado os líderes europeus a tomarem uma decisão apenas depois do segundo referendo na Irlanda, previsto para o Outono.

No entanto, os líderes europeus parecem não querer esperar tanto tempo mas, de forma a envolver também o Parlamento Europeu no processo de escolha, deverão proceder a consultas nos próximos dias, para formalizarem o apoio político que se preparam para dar nesta Cimeira a tempo de o nome de Durão Barroso ser votado na sessão constituinte da nova assembleia europeia, a 15 de Julho, em Estrasburgo.



A actual presidência checa, a próxima presidência sueca e representantes dos grupos políticos do Parlamento Europeu reunem-se daqui a uma semana, a 25 de Junho, em Estocolmo, um encontro em que será feito o ponto da situação dos apoios a Durão Barroso no Parlamento Europeu.

A formalização da indigitação, explicaram fontes diplomáticas, poderá passar em seguida por um "procedimento escrito", que evitará a convocação de uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo nas próximas semanas.

"Estamos confiantes que, nesta Cimeira, o presidente Barroso vai receber uma decisão política unânime para ser nomeado. Esta decisão dará tempo suficiente aos novos grupos políticos no PE para se constituírem e procederem a consultas (...), após as quais o Conselho irá formalizar a sua decisão, de modo a que o presidente Barroso seja eleito no Parlamento Europeu a 15 de Julho", afirmou hoje, na capital belga, Wilfried Martens, o presidente do Partido Popular Europeu (PPE), vencedor das eleições europeias.

No jantar de trabalho que se realiza hoje à noite em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso vai apresentar aos 27 líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro José Sócrates, as grandes linhas do seu programa para um eventual segundo mandato.

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