Economia E agora Tsipras? Datas chave para o novo Governo grego

E agora Tsipras? Datas chave para o novo Governo grego

O novo primeiro-ministro helénico vai ter uma agenda ocupada nos próximos tempos, como negociar com a troika, tentar uma reestruturação da dívida ou pagar sete mil milhões de euros de dívida.
E agora Tsipras? Datas chave para o novo Governo grego
Reuters
André Cabrita-Mendes 26 de janeiro de 2015 às 13:03

E agora Alexis Tsipras? Chegou o momento do líder do Syriza passar das acções às palavras. Apesar de ter conseguido chegar a acordo que lhe vai permitir formar um Governo de coligação com maioria absoluta no Parlamento logo no primeiro dia, e após uma reunião de uma hora com os Gregos Independentes, as próximas semanas e meses vão ser decisivas para o novo Executivo de Atenas.

 

Janeiro 26

O presidente da República grego, Karolos Papouilas, designa hoje o líder do Syriza primeiro-ministro, dando-lhe mandato para  constituir Governo de coligação depois de o partido liderado por Alexis Tsipras ter chegado a acordo com os Gregos Independentes. Mais tarde, Tsipras deverá anunciar a composição do novo Governo. Dos 300 deputados no Parlamento, o novo Executivo vai ficar com 162 lugares.

 

Durante a tarde vai também reunir-se com os partidos To Potami de centro esquerda (17 deputados) e com os comunistas do KKE (15 deputados).

 

Hoje também tem lugar o encontro dos ministros das Finanças do euro. À entrada para o encontro em Bruxelas, o presidente Jeroen Dijsselbloem revelou que o grupo "está pronto a trabalhar com o Syriza, como sempre estivemos prontos para trabalhar com o anterior Governo grego".

 

Sobre uma possível reestruturação da dívida, o holandês apontou que os parceiros europeus já fizeram muito para "aliviar o peso da dívida da Grécia em termos de juros e maturidades".

 

Na reunião de hoje, vão ser apresentadas as necessidades de financiamento da Grécia para este ano.

 

Fevereiro 6

Primeira ronda da eleição presidencial no Parlamento helénico.Nesta fase inicial, o candidato precisa de obter 180 votos. Ora, esta foi precisamente a causa pela qual os gregos foram a votos mais cedo.

 

Em Dezembro, o candidato apoiado pelo Governo de Antonis Samaras não conseguiu obter o mínimo de votos necessário nas três rondas para ser eleito. Nesta primeira ronda, o candidato precisa de obter 180 votos.

 

Neste momento, o Governo do Syriza e dos Gregos Independentes conta com 162 deputados, mas vai precisar de mais votos. Talvez por isso é que Alexis Tsipras vai reunir-se hoje com os partidos To Potami e com os comunistas do KKE.

 

Fevereiro 12 

Segunda ronda das eleições presidenciais, o candidato vai precisar de 151 votos. Em Bruxelas, vai ter lugar a cimeira dos líderes da União Europeia. A situação na Grécia vai estar em cima da mesa. E esta deverá ser a primeira vez que o recém eleito primeiro-ministro grego se desloca a Bruxelas para se reunir com os seus homólogos europeus.

 

Durante as eleições, Tsipras declarou que pretendia convocar uma reunião de dívida europeia, para que os credores se juntem para decidir sobre a reestruturação da dívida grega, à semelhança do ocorrido após a Segunda Guerra Mundial. Em 1953, vários países reuniram-se em Londres para perdoar cerca de 60% da dívida da Alemanha.

 

Fevereiro 16

Neste dia vai ter lugar a terceira ronda das presidenciais no Parlamento grego. Na última ronda, o candidato vai precisar de maioria relativa. Ao mesmo tempo, vai ter lugar em Bruxelas a última reunião do Eurogrupo antes do prazo final de extensão do resgate.

 

Recentemente, um alto responsável europeu apontou ao jornal grego Kathimerini que Atenas pode vir a ter uma extensão de seis meses ou até ao final deste ano do programa de financiamento. Em cima da mesa, também poderá estar o uso dos 11 mil milhões de euros do Fundo de Estabilidade Financeira Helénico (HFSH, na sigla em inglês) que foi inicialmente criado para garantir a liquidez da banca do país.

 

Fevereiro 28

Termina a extensão de dois meses do resgate internacional, concedido em Dezembro pela troika. Neste momento, os credores internacionais exigem 1,5 mil milhões de euros em austeridade para libertar a última tranche do resgate de Atenas no valor de sete mil milhões.

 

Julho 20 - Agosto 20

Na primeira data, maturam 3,5 mil milhões de euros de um empréstimo do Banco Central Europeu (BCE). Na segunda, são 3,2 mil milhões a maturarem. Actualmente, a Grécia não tem o dinheiro necessário para pagar estes dois reembolsos.

 

A maioria da dívida grega é actualmente detida por credores oficiais, como o BCE ou o Fundo Monetário Internacional (FMI).




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