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Economia alemã sofre recessão menos grave do que na crise financeira de 2009

O desempenho da maior economia da Zona Euro não foi tão mau como se estimava e a queda do PIB foi até inferior à registada na altura da crise financeira global.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Janeiro de 2021 às 09:39
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A economia alemã sofreu uma contração considerável em 2020, com o produto interno bruto (PIB) a registar uma quebra de 5% no ano passado, de acordo com a estimativa preliminar revelada esta quinta-feira pelo instituto de estatística germânico.

 

Apesar da forte recessão, o desempenho da maior economia da Zona Euro não foi tão mau como se estimava (analistas da Bloomberg apontavam para contração de 5,2% e anteriormente a generalidade dos economistas estimava uma quebra mais acentuada). A recessão foi até inferior à registada na altura da crise financeira global. Em 2019 a economia alemã registou uma contração de 5,7%.

 

A recessão de 2020 é explicada pela pandemia, que obrigou ao encerramento de grande parte da atividade económica durante uma parte considerável do ano. Além de impor restrições de mobilidade apertadas, o Governo alemão também avançou com medidas de apoio às empresas e famílias, o que mitigou o impacto no desemprego e nos rendimentos dos trabalhadores, mas atirou o habitualmente excedentário orçamento alemão para um défice próximo dos 5% do PIB.

 
O desempenho da economia alemã também compara bem com a dos vizinhos europeus, sobretudo porque o país foi dos menos atingidos pela pandemia durante a primeira vaga. Os dados ainda não são oficiais, mas França e Reino Unido terão sofrido contrações económicas em redor de 10%, e por isso bem mais graves do que durante a crise financeira.

 

"A economia alemã comportou-se melhor do que o esperado no quarto trimestre e poderá até ter evitado uma contração" nos últimos três meses do ano passado, referem os economistas da Bloomberg Economics, que ainda assim estimam uma quebra no PIB de 1% no primeiro trimestre, uma vez que a Alemanha estará em confinamento pelo menos até ao final deste mês.

 

A elevada propagação da covid-19 no arranque de 2021 está a baralhar as contas dos economistas, que viam este ano como de forte recuperação. Contudo, as restrições relacionadas com a pandemia podem adiar o início da recuperação, o que levou já vários economistas a anteciparem uma quebra no PIB da Zona Euro no primeiro trimestre deste ano.

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