Conjuntura Economia portuguesa dá sinal de recuperação no arranque do ano

Economia portuguesa dá sinal de recuperação no arranque do ano

Apesar do sinal recuperação da atividade económica, o consumo privado terá continuado a descer em janeiro, de acordo com o Banco de Portugal.
Economia portuguesa dá sinal de recuperação no arranque do ano
Nuno Carregueiro 22 de fevereiro de 2019 às 16:10

O indicador do Banco de Portugal para medir a evolução da atividade económica em Portugal arrancou o ano em alta, dando o primeiro sinal de recuperação desde Julho de 2017.

O indicador coincidente mensal para a atividade económica aumentou para 1,8% em janeiro, o que compara com os 1,7% registados nos três meses anteriores. Apesar de ligeira, esta foi a primeira melhoria neste indicador em mais de um ano, o que indicia que a economia portuguesa arrancou 2019 a recuperar da travagem que tem vindo a marcar a tendência nos últimos trimestres.

O PIB de Portugal cresceu 2,1% em 2018, sendo que no último trimestre do ano o crescimento foi de apenas 1,7% em termos homólogos.

Este indicador que o Banco de Portugal revela todos os meses já tem vindo a sinalizar um abrandamento da economia portuguesa, sendo que o valor de dezembro de 2018 foi o mais baixo desde 2016. A leitura de janeiro representa a primeira subida desde junho de 2017, altura em que o indicador do Banco de Portugal atingiu o nível mais elevado desde 2000. 2017 foi precisamente o ano em que o PIB de Portugal registou o crescimento mais forte desde 2000.

A nota do Banco de Portugal mostra que a recuperação registada em janeiro não terá sido motivada pela evolução do consumo das famílias, já que o "indicador coincidente mensal para o consumo privado manteve o perfil de redução iniciado em março de 2018". Caiu uma décima para 1,8%, o que corresponde ao nível mais baixo desde julho de 2016.

Este sinal de recuperação da economia portuguesa no arranque do ano contrasta com os indicadores que apontam para que a travagem brusca da economia europeia se tenha prolongado em 2019. Estes dados levaram mesmo o Banco Central Europeu a admitir não avançar com o aperto da política monetária este ano, tal como tinha antes antecipado.




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