Conjuntura Economia portuguesa terminou o ano a perder ritmo

Economia portuguesa terminou o ano a perder ritmo

O indicador do Banco de Portugal abrandou pelo terceiro mês e atingiu o nível mais baixo desde Abril.
Economia portuguesa terminou o ano a perder ritmo
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 19 de janeiro de 2018 às 13:49

A economia nacional terá registado em 2017 o melhor desempenho desde 2000, mas o ritmo de crescimento perdeu vigor na recta final do ano.

 

O indicador coincidente do Banco de Portugal para medir a evolução da actividade económica registou em Dezembro um crescimento de 2,6%. Trata-se do terceiro mês consecutivo de descida do valor, com o crescimento a ser o mais baixo desde Abril.

 

Nos indicadores de conjuntura de Janeiro, o Banco de Portugal nota que foi invertido o "perfil ascendente observado entre o terceiro trimestre de 2016 e o terceiro trimestre de 2017", pelo que estes dados do banco central apontam para um abrandamento do ritmo de crescimento do PIB nos últimos três meses do ano passado.


Um abrandamento que não deverá colocar em causa o bom desempenho da economia portuguesa na totalidade do ano. Os economistas da Católica actualizaram esta semana as projecções para o PIB de Portugal, antecipando um crescimento de 2,7% em 2017, que representa o melhor registo desde o ano 2000 quando atingiu 3,8%. Para o quarto trimestre a Católica aponta para um crescimento de 2,4% no PIB, ligeiramente abaixo dos 2,5% do trimestre anterior.

 

O consumo das famílias será um dos factores que explica o abrandamento da economia portuguesa, já que o indicador do Banco de Portugal para medir o consumo privado "também diminuiu, como observado no mês anterior".

 

Este indicador registou um crescimento de 2,1% em Dezembro, o que representa o nível mais baixo desde Março do ano passado.   

 

Os indicadores de conjuntura de Janeiro do Banco de Portugal contrastam com os dados da síntese económica de conjuntura do INE que foram ontem divulgados e apontam para o crescimento mais forte da actividade económica desde 2001.