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Economia afunda mas emprego resiste

Apesar de a economia portuguesa ter afundado no último trimestre de 2008, a taxa de desemprego manteve-se, durante esse período, praticamente inalterada, ao subir uma décima face ao trimestre anterior, mas permanecendo nos mesmos 7,8% que haviam sido registados no último trimestre de 2007.

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Apesar de a economia portuguesa ter afundado no último trimestre de 2008, a taxa de desemprego manteve-se, durante esse período, praticamente inalterada, ao subir uma décima face ao trimestre anterior, mas permanecendo nos mesmos 7,8% que haviam sido registados no último trimestre de 2007.

Segundo dados hoje divulgados pelo INE, a população desempregada - estimada em 437,6 mil indivíduos – sofreu mesmo um decréscimo de 0,4% face ao trimestre homólogo de 2007, ainda que tenha aumentado 0,9% em relação ao trimestre anterior.


Feitas as contas para o conjunto do ano de 2008, a taxa de desemprego média foi de 7,6%, o que traduz uma descida de 0,4 pontos percentuais por comparação com 2007. Em termos absolutos, a população desempregada situou-se em 427,1 mil indivíduos, tendo diminuído 4,8% em relação ao ano anterior. A população empregada, por seu turno, registou um acréscimo anual de 0,5%.

Este desfasamento entre a evolução da actividade e do mercado de trabalho é um fenómeno normal, em especial na economia portuguesa, mas a maioria dos analistas antecipava que, em face do profunda retracção do PIB observada na recta final do ano, os números do desemprego fossem já mais sombrios.

A economia nacional registou uma contracção de 2,1% no quarto trimestre do ano passado, em termos homólogos, e “encolheu” 2% em relação a trimestre anterior, deixando, no conjunto do ano, a taxa de crescimento em zero.

Próximos meses serão piores

“Os dados foram ainda positivos, e confirmam que o mercado de trabalho reage com algum desfasamento ao arrefecimento económico”, afirma Ana Paula Carvalho.

Para a economista do BPI, os dados hoje revelados pelo INE traduzem inclusive “números bastante bons, dado que ainda houve criação de emprego”. Mas, adverte, “ o próximo relatório deverá ser mais desfavorável devido à conjuntura económica.”

“Esperamos um aumento da taxa de desemprego para os 8,4% no acumulado do ano de 2009. Há o risco de esta previsão ser revista em alta, mas vamos aguardar novos dados.”

O Governo prevê que o desemprego permaneça em 2009 em torno dos mesmos valores de 2008, antecipando uma taxa de 7,7%.

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