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Economia alemã pode esconder mais despedimentos

As empresas alemãs estão a reduzir horas de trabalho aos funcionários em vez de cortarem o número de postos de trabalho disponíveis, criando a falsa ilusão de que a economia foi menos afectada pelo desemprego, segundo a Bloomberg.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 13:50
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As empresas alemãs estão a reduzir horas de trabalho aos funcionários em vez de procederem a despedimentos, criando a falsa ilusão de que a maior economia da europa, foi menos afectada pelo desemprego.

O "Gráfico do Dia", da Bloomberg, mostra que as horas de trabalho caíram mais acentuadamente do que a taxa de desemprego, na Alemanha, com as empresas a incluírem funcionários em programas de redução de horas, enquanto a maior economia da Europa atravessou a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.

Em resultado desta forma de reduzir a força de trabalho, a taxa de desemprego caiu “apenas moderadamente”, disse o economista da UniCredit, Alexander Koch à Bloomberg.


“Não se deixem enganar pelo milagre do mercado de trabalho alemão”, disse Koch à agência noticiosa. “As taxas de capacidade utilizada estão muito baixas e vai demorar algum tempo até a procura recuperar para os níveis anteriores à crise. Por isso, muitas empresas ainda irão ser forçadas a reduzir a sua força de trabalho substancialmente.”

A taxa de desemprego na Alemanha foi de 8,1%, tendo-se mantido inalterada, depois as medidas de apoio às empresas que reduzissem as horas de trabalho dos seus trabalhadores, em vez de os despedirem, a poupar 330 mil postos de trabalho, segundo a agência do trabalho, alemã disse na semana passada. O plano foi prolongado pela Chanceler Angela Merkel, até 25 de Novembro deste ano.



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