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Economia chinesa vai crescer 10,4% em 2006

O Banco Mundial (BM) previu hoje que a economia chinesa crescerá 10,4% em 2006 e abrandará para os 9,6% em 2007, mas alertou que o rápido crescimento vai aumentar os desequilíbrios estruturais na economia chinesa.

Negócios com Lusa 14 de Novembro de 2006 às 12:23

O Banco Mundial (BM) previu hoje que a economia chinesa crescerá 10,4% em 2006 e abrandará para os 9,6% em 2007, mas alertou que o rápido crescimento vai aumentar os desequilíbrios estruturais na economia chinesa.

No relatório que o banco distribuiu hoje, o BM reviu em alta as previsões de Agosto para o crescimento chinês em 2007, que apontavam para 9,3%, enquanto a previsão para 2006 se mantém constante.

No médio prazo, diz o banco, a prioridade chinesa deve ser o reequilíbrio da economia doméstica, sendo que o objectivo de curto prazo de Pequim deverá ser a redução do excedente comercial chinês, que se vem tornando cada vez maior.

O governo chinês deverá afastar o crescimento económico do sector da indústria para o dos serviços, depender mais da procura interna, tornar o desenvolvimento económico mais equilibrado para toda a população e tornar o crescimento cada vez mais ambientalmente sustentável, afirma o relatório do BM.

"O menor crescimento do investimento, para o qual as autoridades apontam, apesar de desejável por razões de eficiência, poderá agravar o desequilíbrio externo, se for atingido sem um aumento maior do consumo", disse em comunicado Bert Hoffman, economista-chefe do Banco na China.

A economia chinesa registou uma quebra para os 10,4% no terceiro trimestre de 2006, após um salto no segundo trimestre para os 11,3%.

"As preocupações relativas ao alto crescimento do investimento e relativas ao padrão de crescimento terão de ser resolvidas através de reformas estruturais", refere o relatório do BM.

"As causas do alto investimento poderão ser resolvidas através de melhores estruturas de preços e custos na energia, recursos, terra e meio ambiente, em conjunto com taxas de juro mais latas", acrescenta.

O BM diz também que a China tem boas perspectivas de conseguir realizar um arrefecimento suave da economia, um dos grandes objectivos do governo, ao mesmo tempo que "as condições domésticas mantêm-se favoráveis a um rápido crescimento económico".

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